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Chakras

União entre o físico e etéreo: Quando a Aromaterapia acerta onde está seu desequilíbrio

Da Redação - Stéfanie Medeiros

08 Fev 2014 - 09:30

Foto: Stéfanie Medeiros

União entre o físico e etéreo: Quando a Aromaterapia acerta onde está seu desequilíbrio
Eu me considero uma pessoa cínica. Geralmente, olho com desdém quando alguém sugere remédios homeopáticos ou soluções naturais para os meus problemas. Engolir comida “natureba” é quase que um sacrifício. Uma exceção neste departamento são os chás.

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Por isso qualquer ocasião é desculpa para passar na casa de chás da “Provanza aromas e sabores”, onde a bebida é realmente proveniente da Camellia Sinesis. A loja, que tem o objetivo de trabalhar com os cinco sentidos, também oferece outra coisa, um pouco mística, bem espiritual. Quando me falaram da Aromaterapia, minha mente fervilhou de comentários sarcásticos. Claro que eu não verbalizei nenhum. Enquanto a moça explicava os diferentes tipos de terapia com aroma, eu fiquei em silêncio me perguntando em que mundo isso iria funcionar. Mas em nome das novas experiências, sentei no banco e esperei as instruções.

Na parte inferior da prateleira, sete cartas com desenhos e números diferentes estavam organizadas uma ao lado da outra. Na divisória acima, estavam os frascos com as cores e números correspondentes às cartas. Em cada um dos vidrinhos etiquetados, uma mistura de aromas. A ideia é: Você senta no banco de madeira e escolhe instintivamente uma das cartas. Feito isto, uma das funcionárias da loja irá borrifar o aroma correspondente à sua carta à sua volta e ler o que estava escrito.



“Feche os olhos”, disse a moça. Ok, olhos fechados. “Agora imagine um lugar calmo, um lugar onde você gostaria de estar”. Imaginei uma casa com tijolos expostos. Eu estava sentada em uma cadeira branca tomando chá e escrevendo. Estava em um jardim, na sombra, com uma brisa soprando de leve. Acho que era Chapada dos Guimarães, onde ventava e o calor não era tão insuportável. “Agora imagine as pessoas com quem você gostaria de estar nesse lugar”. Ok, imaginado. E então ela começou a ler o que estava escrito na minha carta.

Lembrando que eu sou uma pessoa cínica e impaciente. Mal conseguia ficar de olhos fechados durante o processo. Queria ver o que estava acontecendo. Mas admito que o aroma que ela borrifou era bom. Bem no estilo do jardim que eu havia imaginado.

“O seu Chakra é o de número cinco. A sua cor é azul”. Ok, meu número da sorte sempre foi o cinco e minha cor azul. Não é a toa que os pássaros tatuados na minha costela são dessa cor. Mas que diabos é Chakra? “O seu Chakra é laríngeo, portanto, se localiza na garganta”. Hum, tudo bem. 



“Seu elemento é o Éter, suas funções são o som, a vibração, a comunicação”. Faz sentindo, já que me aventurei pelo jornalismo. “Suas qualidades positivas são a criatividade, o conhecimento, a honestidade, a lealdade e a paz”. Devo confessar, que, apesar de cínica, sou fraca pra elogios. “Seu pontos negativos são depressão, ignorância e problemas na comunicação”. Depressão, tudo bem. Problemas na comunicação? Acho que essa também passa. Mas ignorância?

“O quinto Chakra fica na frente da garganta e está ligado à tireóide”. Nesse ponto, eu já estava me esforçando muito pra ficar de olhos fechados e não rir. Com certeza o meu “Chakra”, seja lá o que isso seja, é na garganta. Parece que minha vida inteira gira em torno da minha garganta.

“Seu Chakra relaciona-se com a capacidade de percepção mais sutil, com o entendimento e com a voz. Quando desenvolvido, de forma geral, indica força de caráter, grande capacidade mental e discernimento. Em caso contrário, pode indicar doenças tireoidianas e fraquezas de diversas funções físicas, psíquicas e mentais”. Calma. O que?

Doença na garganta quando estou desequilibrada? Isso me parece familiar demais, porque, se não me engano, sou eu que tenho que ir de três em três semanas no hospital tomar anti-biótico injetável (Bezetacil. Se você não conhece, saiba que dói. Dói demais). E por que isso? Porque por mais de um ano, eu fui internada praticamente todo mês com infecção na garganta. Eu já passei pelo imunologista, no infectologista, no otorrinolaringologista, no endocrinologista e em mais “gistas” que eu consigo lembrar. Eu tenho um DVD que mostra o interior da minha garganta em uma “agradável” endoscopia. E ninguém sabe o que tem de errado comigo ou porque eu tenho infecção de repetição na garganta.

E agora um tal de “Chakra” que eu escolhi “instintivamente” me diz que é o desequilíbrio espiritual que está causando minhas infecções. Devo dizer, meu lado cínico capengou nesse momento. Marquei o número do meu aroma, que, aliás, é toranja, alecrim e ylang ylang, pra começar a buscar o “equilíbrio”. Mas não me entenda mal: a minha ideia de “equilíbrio espiritual” é espirrar essa fragrância enquanto eu escrevo, não me converter ou algo assim. (Só pra constar: Aromaterapia não tem nada a ver com religião, embora tenha essa pegada “espiritual”).

Aromaterapia e os Chakras


Depois dessa experiência na Provanza com a Aromaterapia, pesquisei um pouco sobre o assunto, bem como peguei folhetos informativos. A Aromaterapia trabalha com a ideia de que o nosso corpo físico está muito ligado com o nosso “eu” espiritual. Por isso, se estamos espiritualmente desequilibrado, isto pode se refletir em doenças físicas (no meu caso, na garganta).

Os Chakras são pontos no nosso corpo físico que podem ser influenciados por esse desequilíbrio. Nós temos sete deles: na base da espinha dorsal, nos órgãos genitais ou base da barriga, no umbigo, no coração, na garganta, na testa (entre as sobrancelhas) e a “coroa” (no topo da cabeça).

A palavra “chakra” vem do sânscrito e significa “roda”, “disco”, “centro” ou “plexo”. Nesta forma, eles são percebidos como vórtices (redemoinhos) de energia vital, espirais girando em alta velocidade, vibrando em pontos vitais do nosso corpo. Os chakras, de acordo com a Aromaterapia, são pontos de intersecção entre vários planos e através deles nosso corpo etérico se manifesta intensamente no corpo físico.

O equilíbrio seria quando os sete chakras giram em grande velocidade, permitindo que o “prana” flua pelo corpo todo. O desequilíbrio é quando um dos pontos para de girar ou perde velocidade e dessa forma afeta todos os outros. Na região onde a rotação é mais lenta, o fluxo de energia fica inibido ou bloqueado, o que resulta na doença.

Eu não estou dizendo que você tem que acreditar nisso. Eu ainda estou pesquisando sobre o assunto e, sinceramente, eu ainda tenho bloqueio com essa coisa “espiritual”. Mas enquanto escrevo isso, sinto o cheiro de toranja, alecrim e ylang ylang. Afinal, o que é uma borrifada em comparação com uma injeção dolorida todos os meses?

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