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Quarta-feira, 30 de setembro de 2020

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Revista Biografia e a complexa missão de daufen bach em prol da memória cultural

Da Redação - Marianna Marimon

18 Fev 2014 - 08:45

Foto: Reprodução

Revista Biografia e a complexa missão de daufen bach em prol da memória cultural
Da terra ele veio e que lhe deu o labor, o alimento, a sensibilidade, a vida. Sua história perpassa pelo conhecimento junto à natureza, ao intuitivo e aos livros. São os livros que lhe dão os sonhos que alimentam sua alma. É pelos livros que nasce a paixão pela arte. É através dos livros que busca expressar o que lhe ocorre nos sentimentos pelas suas próprias palavras. Contar e recontar. Mudar o que houver para mudar no mundo. E cultivar a raiz de tudo o que há: literatura, pintura, escultura, fotografia, teatro, música, entrevistas e até uma livraria. Tudo isto é a história de daufen bach (assim minúsculo mesmo, como o próprio diz), e que é o ousado mentor da Revista Biografia, um arquivo vivo, uma memória viva de arte e cultura, com largo destaque para a produção mato-grossense. (Para conhecer o site, clique AQUI).

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Com uma extensa rede de contatos após ser nomeado Cônsul dos Poetas del Mundo da Associação Poetas del Mundo, daufen bach pode mergulhar em um contexto internacional e participou de várias antologias impressas e virtuais com publicações em revistas literárias impressas, principalmente, na Itália e no México.

“A minha vida literária eclodiu, verdadeiramente, a partir do ano de 2000, dois anos após ter chegado a Mato Grosso (ele é do Paraná). Comecei a participar de alguns sites literários e através desse meio, conheci e fiz amizade com muitos autores e era bem lido nas redes sociais. Em 2006, a representante da Associação Poetas del Mundo me convidou”, contou.

Mesmo com toda a atividade literária, foi apenas 12 anos depois que daufen bach publicou seus primeiros livros.

Suas páginas estavam espalhadas em rascunhos escritos a mão, e foi só a partir de 2009, que começou a fazer toda a correção, compila-los e digitá-los. “Em 2012, com recursos próprios, publiquei os dois primeiros livros de poesias: ‘Tessituras (do intervalo entre o grito e silêncio)’ e ‘Breves Encenações, Sobressaltos’. Hoje existem mais de 20 livros inéditos que aguardam para serem publicados”, revelou.



Revista Biografia


Antes, era um blog pessoal visitado por autores e artistas de todos os continentes, por esses amigos que havia feito através da poesia. E foi por estes amigos que o projeto teve que ser ampliado, afinal, eram centenas de escritos encaminhados para que daufen bach os reproduzisse. “A Revista Biografia surgiu de forma despretensiosa. Eu não tinha como publicar os textos que chegavam na minha página, e então tive a ideia de fazer um blog para apresenta-los, mas a ideia foi tomando novas formas e como eu fazia a divulgação de meus textos, resolvi divulgar estes textos e apresenta-los através de uma biografia de forma mais intimista, quem são eles”, explicou.

Mas, bastou criar o blog para que a quantidade de textos enviados crescesse e daufen bach começou a peneirar o que lhe era encaminhado. Para valorizar os escritos, o blog adquiriu status de revista e objetivos foram traçados. Do início até os dias atuais, a Revista Biografia é sem fins lucrativos e realizada através de colaborações.

Alguns fatores começaram a ser pensados na Revista Biografia, e daufen bach elenca a preservação da memória como preponderante.

“Com o advento da Internet, centenas de autores são revelados todos os dias, mas são esquecidos com a mesma velocidade com que chegaram; outro fator está relacionado ao poder da literatura virtual, ao isolamento de alguns autores e valorização midiática de apenas autores consagrados; o terceiro fator refere-se ao descobrir novos nomes, garimpar, exercer o papel de ‘olheiro’ e apresentar esses autores e artistas anônimos; e também o fator de alargar as fronteiras, descobrir o que está sendo feito e escrito sobre arte em nível de mundo e aumentar o intercâmbio cultural”, destacou.

Além disso, daufen bach prossegue em tecer a rede de ampliação da atividade da Revista Biografia. Um tentáculo artístico que deixa estática a arte, registrada, como as pinturas rupestres nas cavernas. Este é o resultado da caça
cultural.

“Um outro fator mais subjetivo é o de perceber e questionar se o que está sendo produzido, através dessa enxurrada de coisas apresentadas é mesmo arte ou o ‘alter ego em exposição’ e registrar isso”, disse.



Produção Matogrossense


Mato Grosso ganha especial atenção na Revista Biografia, pois como declarou daufen bach ‘é a terra que escolhi’.
Por isso, há um amplo registro dos artistas mato-grossenses, dos mitos, lendas, folclores, gigantes da literatura, música, poesia, teatro, artes visuais. É um baú com as preciosas relíquias artísticas oriundas do nosso grosso mato.

Além disso, há também uma categoria especial denominada “Espaço Cult Matogrossense”, em que é realizado um verdadeiro trabalho de garimpagem para tentar criar um banco de dados que sirva como referência para fonte de pesquisas e também para dar mais visibilidade a esses “artesãos de nossa cultura”, narra daufen bach.

A questão do isolamento é pensada para ser quebrada a fim de romper com as barreiras que segregam mundos de conhecimentos. Com proporções continentais, sem registros à disposição. E com municípios que estão a mais de 1200 km de distância de Cuiabá, a preocupação de daufen bach é de que os artistas que residem nessas localidades ‘não possuam janelas abertas e espaços onde podem ser apresentados’.

“Temos a ‘pretensão’ de criar um panorama do fazer artístico de Mato Grosso que abranja todos os municípios. Aos poucos, dentro do possível e de nossas limitações, estamos conseguindo isso. A logomarca da Revista, por exemplo, é de Adriano Figueiredo Ferreira, um dos nossos expoentes das artes plásticas. Para os artistas que quiserem participar da Revista, nos dando o prazer de publicá-los, é só entrar em contato através do e-mail: biografiaemrevista@gmail.com”, convida.

O lema da Revista Biografia define bem a pretensão de sua inserção no mundo-espaço. “Este blog não possui fronteiras de raças, credos, línguas, gênero ou posição social. É dedicado a publicação de poetas, escritores, pintores, escultores, artistas em geral, profissionais ou amadores, espalhados pelo mundo todo. Distantes ou falando idiomas diferentes, mas se entendendo através da linguagem universal da poesia que cada um carrega”.

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