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Cuidados no Carnaval: Entenda a "doença do beijo" e o diagnóstico de outras DSTs

Da Redação - Stéfanie Medeiros

02 Mar 2014 - 09:32

Foto: Reprodução/Ilustração

Cuidados no Carnaval: Entenda a
E a festa mais esperada do ano finalmente chegou. Mas é preciso estar alerta para não perder a cabeça e mudar sua vida de forma drástica durante o carnaval. Há várias campanhas do Ministério da Saúde para alertar sobre os vários tipos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), sejam elas “simples”, como a mononucleose, a doença do beijo, ou letais, como a AIDS.

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Nesta época do ano, os ricos de contaminação por DSTs aumentam consideravelmente. “Isso porque as pessoas se preocupam com a diversão da folia e se esquecem de cuidar da saúde. Mas a prevenção não deve ser deixada de lado em nenhum momento”, alerta o infectologista Dr. Alberto Chebabo, do laboratório Cedic Cedilab. O especialista reforça que a forma mais eficaz de evitar o contágio das DSTs e da AIDS é o sexo seguro. “O uso do preservativo é a principal recomendação”, ressalta.

Mas uma patologia muito comum nesta época do ano é a mononucleose, conhecida popularmente como a “doença do beijo”, que pode ser contraída em situações mais “casuais” que sexo, como no beijo. Esta enfermidade é causada por vírus e pode ser transmitida principalmente pela saliva. “Os principais fatores para transmissão da mononucleose são condições de higiene pessoal ruins e grande concentração de pessoas em um pequeno espaço, o que facilita a dispersão do vírus” acrescenta Dr. Chebabo.

Febre, dor na garganta e gânglios, caroços doloridos e aumentados nas regiões do pescoço e por trás das orelhas são alguns dos sintomas da “doença do beijo”, que pode se manifestar uma ou duas semanas depois do contágio. Para aqueles que contraíram a enfermidade, é preciso ter em mente que a cura não é imediata, mas podem ser combatidas inicialmente com antibióticos para controlar a febre e dor de garganta.

No entanto, é necessário tomar cuidado com o uso de medicamentos, pois eles podem gerar efeitos colaterais como alergia por todo o corpo. Chebabo orienta a pessoa a procurar um médico e relatar o acontecimento, para que o especialista tome as providências necessárias.

Diagnóstico

No caso de alguma eventualidade e a pessoa não usar proteção durante as festas, é preciso tomar as medidas necessárias para ver se não foi infectada por alguma DST. No caso mais grave de AIDs, é preciso ter em mente que os testes não terão resultado confiável no dia seguinte. “O paciente terá de esperar, no mínimo, quatro semanas. Esse tempo é necessário para que não haja um falso resultado negativo, devido à janela imunológica, período entre a infecção pelo vírus e a produção de anticorpos no sangue”, esclarece o infectologista.

O médico lembra que o paciente nunca deve transar sem camisinha durante este período, principalmente no intervalo da janela imunológica, pois se estiver realmente infectado, pode transmitir o vírus para o parceiro.

Dr. Chebabo ainda enfatiza que os avanços da medicina permitem, hoje, tratamentos mais efetivos de DSTs e AIDS, contudo, a prevenção é ainda o melhor caminho. “Existem medicações para reduzir as chances de manifestação e o contágio dessas doenças, porém é importante lembrar que a única forma de evitar, de fato, o HIV e a AIDS é o uso de camisinha”, conclui.
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