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Dia mundial de luta contra a hepatite: Entenda a doença que pode causar cirrose e câncer

Da Redação - Isabela Mercuri

28 Jul 2014 - 16:22

Foto: Reprodução

Dia mundial de luta contra a hepatite: Entenda a doença que pode causar cirrose e câncer
Muito se ouve falar sobre a hepatite. Poucas pessoas, no entanto, entendem o que é a doença e como deve ser tratada. Esta segunda-feira (28 de julho), é o dia mundial da luta contra as hepatites virais.

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A hepatite nada mais é do que uma inflamação do fígado. Apesar de parecer simples, representa um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. A doença nem sempre apresenta sintomas, o que reforça a importância de ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que a detectam. 

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Milhões de pessoas em nosso país têm hepatite B ou C e não sabem. Por falta de tratamento, as doenças podem evoluir, tornar-se crônicas e causar danos mais graves ao fígado, como cirrose ou câncer.

A cirrose é o principal fator de risco para desenvolvimento do câncer de fígado. As infecções pelos vírus das hepatites B e C não apenas aumentam o risco do desenvolvimento da cirrose, como também predispõe ao risco de desenvolvimento deste tumor. “Embora a cirrose esteja presente na maioria das vezes entre os indivíduos com câncer no fígado, decorrente da hepatite C, o mesmo não ocorre nos portadores de hepatite B. Pacientes com hepatite B crônica podem desenvolver o tumor do fígado mesmo sem terem cirrose”, esclarece o Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer, médico oncologista clínico do centro de oncologia do Hospital Sírio Libanês e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.

A freqüência de câncer do fígado tem crescido em todo o mundo e provavelmente se tornará uma das principais causas de morte em decorrência de câncer em todo o planeta. Por isso, as pessoas que estão dentro grupo de risco devem ser submetidas periodicamente a exames laboratoriais e de imagem. A ultrassonografia é a modalidade mais recomendada.

“Na maioria das vezes o câncer do fígado é identificado sob a forma de nódulos no fígado. O ultrassom, no entanto, é considerado um exame de triagem e, quando identificados nódulos suspeitos, são necessários outros exames, que podem ser a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e, eventualmente, a biópsia dirigida do nódulo”, diz Dr. Tulio.

Para tratar o câncer de fígado, é possível realizar um grande número de procedimentos pouco invasivos. No entanto, às vezes é preciso fazer cirurgias para retirar a parte do fígado comprometida, além de tratamento quimioterápico. A escolha do tratamento apropriado depende de uma série de características do paciente e de seu tumor. O importante é fazer sempre os exames preventivos e cuidar da própria saúde!
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