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Sábado, 05 de dezembro de 2020

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Palco Giratório apresenta o drama de um brincante de bumba meu boi

Da Redação - Bruna Gomes

16 Mai 2013 - 17:00

Palco Giratório apresenta o drama de um brincante de bumba meu boi
Depois de assistirem uma tradicional boiada no largo de São Pedro, a Santa Ignorância Cia. de Artes saiu impressionada e curiosa; quem é esse anônimo que faz o boi? Qual sua estória, seu sonho, sua vida? Que dívida com o santo ele esteve a pagar naquela boiada?

Em meio à de dezenas de grupos de bumba meu boi, que brincavam em homenagem ao santo, a figura do miolo de boi sobressaiu aos olhos dos atores. E desde então (2009), iniciaram as pesquisas sobre a vida, os sonhos e conflitos dos brincantes de bumba meu boi, que é a origem da peça “O Miolo da História” que se apresenta hoje Palco Giratório, às 20h.

Na trama, João Miolo (Lauande Aires) é um pedreiro que vive um conflito entre a dura realidade e a glória que almeja alcançar. Se durante o dia está imerso em tijolos, cimento e as humilhações freqüentes do trabalho, à noite João se encontra no centro do terreiro rodeado por outros brincantes e seus maracás. Secretamente João quer se tornar um grande cantador, ganhar poder, ser reconhecido pela sua própria imagem, um herói de si mesmo.

No entanto, quando é recusado como cantador, a frustração, revolta e desânimo ultrapassam qualquer sentimento e João decide largar a boiada e sua fé nos santos. Ele se desencontra, sofre e peca consigo mesmo durante este percurso.

Com roteiro afiado, Lauande Aires concentra suas críticas nas atitudes raivosas e reclamações rotineiras de João Miolo. Embora sendo um solo, a peça não é um monólogo. Em cena, Lauande interpreta cinco personagens além de Miolo.

O espetáculo O Miolo da Estória teve sua estreia em 2010 e desde então percorreu a 5ª Mostra Sesc Guajajaras de Artes, em São Luis, o 1º Festival de Teatro de Açailândia, no Maranhão,a 6ª Mostra Sesc Povos da Floresta, no Macapá (Amazonas), a 6ª Semana de Teatro no Maranhão, o 28º Festival de Monólogos Ana Maria Rêgo, em Teresina (Piauí) e a Mostra Amazônia das Artes. A encenação acontece no teatro do Sesc Arsenal e a entrada é 1 litro de leite longa vida.

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