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Com apenas 22 anos, escritora cuiabana ganha prêmio nacional de poesia

Da Redação - Isabela Mercuri

20 Dez 2014 - 15:30

Foto: Danilo Bezerra

Com apenas 22 anos, escritora cuiabana ganha prêmio nacional de poesia
A poeta, jornalista e escritora cuiabana Stéfanie Medeiros, 22 anos, teve uma boa surpresa na manhã deste sábado (20). Por volta das 9h, recebeu a notícia de que foi uma das vencedoras do prêmio nacional “Poetize 2015 – Concurso Nacional Novos Poetas”. De 2.017 inscritos,  250 poemas foram escolhidos, e o seu era um deles.

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“Eu tinha esperanças, mas não sabia se ia ganhar. Quando abri a lista e não vi meu nome no início – eu ainda não sabia que estava em ordem alfabética – pensei que não estava lá. Quando vi, comecei a chorar”, contou Stéfanie.

Ela inscreveu neste prêmio dois poemas inéditos que planejava publicadar em seu próximo livro, que deve ser lançado no final de 2015. O vencedor, “Aos meus poemas virgens ou balada da madrugada”, foi achado por ela em um caderno do ensino médio, e fala sobre a poesia existente no som da geladeira: “Eu estava lendo e tentando escrevendo de madrugada, e fui até a cozinha. Comecei a pensar sobre o som da geladeira, e escrevi”, conta.



Por ter sido uma das escolhidas, Stéfanie terá seu poema publicado em uma antologia, junto com os outros vencedores, e ganhará também uma medalha. “É uma sensação de alívio, porque agora no meu próximo livro não vai 'sair do nada'”, declara Stéfanie.

Só o começo


No final do mês de outubro Stéfanie Medeiros lançou seu primeiro livro, “Borboletas infinitas de coração imperfeito”, na Academia Mato-Grossense de Letras (AML). Na ocasião, o presidente da AML, Eduardo Mahon, comentou que aquele era só o começo. Ele estava certo.



Confira o poema vencedor na íntegra:

Aos meus poemas virgens ou balada da madrugada

Puro impulso de revolta
ou uma revolta sorridente
até as folhas em branco que lá deixei
contam histórias diferentes
erros, imperfeições e exclamações tortas
sou eu perfeitamente
Ou em plena madrugada
ou cheia de madrugada na gente
deixo-me levar pelo som da geladeira
- na falta de uma imagem mais poética.
Mas espere!
Tem imagem mais poética que o som da
[geladeira?
E em plena madrugada
nasce mais um poema virgem

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