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Quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

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Inauguração do maior teatro de MT é marcada por lotação e artistas ficam de fora; obras custaram R$ 29 milhões

Foto: Stéfanie Medeiros/ Olhar Conceito

Inauguração do maior teatro de MT é marcada por lotação e artistas ficam de fora; obras custaram R$ 29 milhões
Não há dúvidas que o “Teatro Cerrado - Zulmira Canavarros”, na Assembléia Legislativa, é uma obra grandiosa. Desde as escadarias até as portas, o número de lugares e a beleza visual, o teatro não deixa a desejar. Mas muitos cuiabanos não puderam ver isto na inauguração “aberta ao público” por conta da falta de lugares.

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A inauguração, que aconteceu nesta segunda-feira (22), estava marcada para às 19h30. A artista plástica Rosylene Pinto chegou ao teatro às 19h. Sem conseguir vaga no novo estacionamento (que tem 550 vagas), parou seu carro nas vagas antigas ao lado da Assembléia. Depois de caminhar até o teatro, descobriu que o mesmo já estava lotado. Ficou de fora.

Rosylene, teoricamente, tinha meia hora sobrando par conseguir um lugar. Mas neste tempo em que ficou do lado de fora, no hall de entrada, viu várias pessoas entrarem sem problemas. “Enquanto estava lá, observei que muitas pessoas continuavam entrando, parecia que para uns podia e outros não. Isto que me deixou mais chateada. Sobre o local, eu só posso fazer uma avaliação externa, pois não entrei no teatro”, disse Rosylene ao Olhar Conceito.



Para a artísta plástica, a inauguração tinha tudo para dar certo, mas faltou organização. Enquanto ela ainda estava no local, encontrou-se com a artista Eloá Pimenta. Ela havia chegado ao local às 18h30 e já não havia lugares. “Achei isso um desrespeito com todos que estavam para fora, porque se lotou, lotou pra todos não é mesmo? Fiquei um pouco decepcionada com a situação, pois acho que faltou um pouco de organização. Acho que deveriam ter organizado filas e distribuido ingressos antes do espetáculo”, afirmou.

O teatro tem espaço 774 pessoas. Mesmo com este grande número de lugares disponíveis, diversos cidadão aglomeravam-se no hall de entrada, ouvindo os discursos políticos através de um telão instalado no local. Como o teatro e o espetáculo que estava por vir foram feitos “para o povo”, o sentimento que a multidão passava era o mesmo de uma criança que ganha um filhote de cachorro no natal, mas que só pode ver o bicho pelo skype. Muitos dos cuiabanos não puderam ver pessoalmente o presente de natal para Mato Grosso.

Paralelamente a isto, o presidente da AL, o deputado José Riva, dizia em uma entrevista: “O teatro é um presente para a classe artística de Mato Grosso. A mesa diretora idealizou essa obra há alguns anos. Eu espero que aqui a classe artística encontre o espaço ideal para mostrar nossa cultura. E não só isso, a Assembléia precisa de um espaço como esse para sessões solenes, sessões especiais e com certeza este espaço será muito útil”.



O deputado ainda frisou que a mesa diretora não decidiu se a administração teatro e estacionamento serão terceirizados ou administrados pela própria AL. Quanto ao custo, Riva afirmou que a obra ficou em torno de R$ 29 milhões, isto incluindo o teatro, estacionamento, garagem, ampliação de gabinetes, três geradores, reservatório de água e rádio.

Lotação

De acordo com a assessoria, 1.500 pessoas passaram pelo teatro durante a inauguração. Deste total, 800 pessoas apenas passaram pelo saguão ou acompanharam o espetáculo pelo telão, sem conseguir lugar no teatro.  A inauguração também contou apresentações da dupla Nico e Lau, do ator André D’Lucca com a personagem “Almerinda”, do Balé Caroline, dança regional com o grupo Flor Ribeirinha e apresentação musical do grupo Pescuma, Henrique e Claudinho. As fotos na galeria abaixo foram feitas pela assessoria da Assembléia Legislativa.


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