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De terapia a fonte de renda, fuxicos tomam diversas formas pelas mãos de artesã cuiabana

Da Redação - Isabela Mercuri

13 Mar 2015 - 14:01

Foto: Isabela Mercuri / Olhar Conceito

De terapia a fonte de renda, fuxicos tomam diversas formas pelas mãos de artesã cuiabana
São 40 anos de artesanato. O dom, que ficou por muito tempo guardado dentro de casa, tornou-se o protagonista do tempo de Eliette Botelho depois que ela ficou viúva em 2013 e começou a fazer fuxicos como terapia.

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Sua história com a arte começou em 1972, quando ela foi para o Rio de Janeiro estudar em um internato na escola Santa Marcelina. “Naquela época era comum mandar os filhos para estudar fora, e uma prima minha já morava lá, então meu pai me mandou também”, conta Eliette. Ela estudou técnicas de costura, e no início era especialista em diferentes tipos de bordados.

Quando voltou para Cuiabá e se casou, a artesã foi morar em uma fazenda e a dedicação aos filhos e à casa fez com que o artesanato ficasse um pouco de lado. Em 1985, aprendeu técnicas de tapeçaria e fazia tapetes para sua casa e para familiares. Logo depois, foi o Ponto Cruz que a seduziu, até quando sua saúde permitiu: “Comecei a ficar com a vista cansada e para fazer ponto cruz tem que enxergar muito bem, ele cansa”, conta.

A técnica do fuxico, então, foi a substituta no ano 2000. Em 2013 a produção aumentou, e em uma visita ao Armazém da Creuza, Eliette foi ‘descoberta’: “Eu levei duas mandalas pra Creuza ver, ela achou lindo e já ficou com elas para vender. Logo depois, me convidou para participar da feirinha”, conta a artesã.


Eliette e Clarissa Botelho, sua filha (Foto: Isabela Mercuri)
 
No dia 02 de maio de 2014, então, ela participou pela primeira vez da Feirinha da 24, e com a ajuda de sua filha Clarissa Botelho, teve um ótimo desempenho. Ao ver que o público gostou de seu produto, passou a se dedicar mais à produção e venda.

Hoje em dia Eliette tem um blog, a Fan Page no facebook e o instagram. Faz produtos por encomenda e também expõe nas feiras. Além da 24, ela já expôs duas vezes no Tribunal de Contas. “Gosto muito de criar, tem uma infinidade de combinações que podem ser feitas com o fuxico”, comenta.

Atualmente, ela faz mandalas, árvores de natal, Standards para festas de santo, escapulário de porta, móbiles do divino, enfeites para portas e carro e almofadas, tudo com tema religioso. “Por isso o nome Divino Fuxico”, explica. O valor dos produtos vai de R$30 a R$300.

Para mais informações e encomendas, ligue (65) 9994-2838.

3 comentários

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  • Joilson
    27 Jun 2015 às 09:36

    Trabalho de muito bom gosto e que tem muito a ver com nossas cuiabaníssimas festas de santo. Parabéns. Espero poder comprar um trabalho desse para a minha casa.

  • MARLY VIEIRA
    14 Mar 2015 às 17:32

    Lindo trabalho. Parabéns e sucesso

  • Ana Lúcia Arruda
    14 Mar 2015 às 01:03

    Show de entrevista. Parabéns Eliete e clarissa. Lindo trabalho!! Desejo cada vez mais sucesso . Bjs

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