Olhar Conceito

Segunda-feira, 06 de julho de 2020

Notícias / Perfil

Sem deixar o escritório, engenheiro comanda dois projetos musicais em Cuiabá

Da Redação - Naiara Leonor

12 Jun 2015 - 11:39

Foto: Maraes

Sem deixar o escritório, engenheiro comanda dois projetos musicais em Cuiabá
O figurino formal da camisa esconde a personalidade jovial. Nas mãos, o violão deu lugar a pasta de negócios. Três projetos, três figurinos em uma pessoa. O jovem Raphael Koury não se define (pode ser definido) apenas como um, aliás, o que se percebe é uma pessoa que prefere ser muitas, somar ao invés de escolher, e por isso é Engenheiro Civíl, vocalista da banda “Mamata” e cantor parceiro da “Cia. Sinfônica”. Com uma vida tripla, Raphael se divide entre o escritório da construtora de dia, e os ensaios e shows de seus dois projetos musicais a noite.

Leia mais:
Biquíni Cavadão promete show vibrante e interativo neste sábado na Musiva
Entre 15 escolhidos no mundo para curso na França, Cuiabano é elogiado por produtor musical dos Beatles

Música e engenharia sempre foram áreas afins para ele que teve contato com os dois a vida inteira. Raphael pertence a uma família de engenheiros, onde o pai e os irmãos completam o time das exatas. O gosto pela música foi herdado de sua mãe, psicóloga, que segundo Raphael, sempre teve coleções de CD’s.

Entre suas influências musicais estão nomes como Djavan, Jorge Vercilo, Maroon 5 e Coldplay. A preferência pelo Pop Rock e a Mpb o levaram a adotar os dois gêneros em seus projetos musicais.

O violão é seu companheiro desde os 10 anos e além dele, o músico tem afinidade com instrumentos de percussão. Pergunto sobre a gaita que tocou durante sua apresentação na casa de shows “Musiva”, na abertura do show da banda nacional “Biquíni Cavadão” , e ele revela que esta aprendendo, começou há apenas duas semanas.

As apresentações para o público começaram ainda nos tempos de intervalo de colégio, no ensino médio. Nesta época Raphael formou a primeira banda junto com colegas, dessas que não tem nome, só prazer em tocar.

Já o primeiro projeto sério na música veio com a faculdade, provando mais uma vez que engenharia e música se complementam em sua vida. Formado pela Universidade Federal de Mato Grosso, o primeiro show de sua banda, a “Mamata”, aconteceu em uma festa do curso de arquitetura há oito anos, desde então o número de shows só aumentou.



Nesse meio tempo, mais precisamente há 2 anos, Raphael passou a fazer parte do elenco da Companhia Sinfônica: “fui com meu irmão conversar com os diretores da Cia. Sinfônica sobre os preparativos para o casamento dele, acabei conhecendo o Eduardo e falando para ele que era músico, acho que ele não me levou muito a sério, mas deixei meu cartão com ele, na época eu já havia gravado algumas músicas em estúdio, acabou que ele assistiu, gostou e me convidou para fazer parte da Cia.”, diz Raphael. Desde então foram muitos casamentos, festas e eventos corporativos.



Mas a história com a Cia. Sinfônica não ficou só nisso. Influenciado pelo contato que teve com o jazz em uma viagem que fez aos Estados Unidos, o músico surgiu com uma proposta de parceria inovadora que a Cia. não pode recusar: a mistura de música pop acompanhada por instrumentos clássicos. E assim nasceu o projeto “Pop Lounge”, onde Raphael faz voz e violão acompanhado por instrumentos clássicos, como piano e violoncelo.

A proposta do projeto “Pop Lounge” é de um trabalho mais elegante, para locais mais intimistas, como “A Casa do Parque”, onde ele se apresenta atualmente, ou em casamentos, diz Raphael. E a ideia deu tão certo que estão agendados shows em casamentos até setembro de 2016.

“A emoção de cantar em um casamento, fazer parte da história de alguém, é muito grande. Em um dos casamentos que fiz, cantei para a noiva entrar e fiquei bem mais tenso do que quando me apresento em alguma casa de show, é uma emoção diferente”, comenta Raphael.

 
 
O “Pop Lounge” é uma parceria com a Cia. Sinfônica, mas sempre que pode Raphael incorpora os amigos da “Mamata” no projeto, chamando-os para tocar com ele. O repertório geralmente é discutido com o cliente, mas o músico conta que já chegou pra tocar só canções nacionais e fez um show inteiro cantando internacionais. “O repertório é bem flexível, gosto de sentir o público e cantar, ver a resposta das pessoas. Estar com os amigos da “Mamata” facilita muito nessas horas pelo entrosamento que temos, dependendo do modo como termino uma música eles já sabem qual será a próxima”, explica Raphael.

Com uma rotina de trabalho tão intensa, o cuidado com a voz é redobrado: “quando comecei a fazer shows com a “Mamata” iniciei as aulas de técnica vocal e harmonia e improvisação, hoje eu faço mais um acompanhamento com uma instrutora vocal”, conta Raphael.

Em meio a tantos projetos, pergunto a ele qual é o seu preferido: “não tem como escolher, são coisas diferentes, cada um tem sua face”. Raphael quase me convence de que se divide entre exatas e humanas por igual, até que consigo minha resposta: sua paixão pela música é maior do que pela engenharia. ”Não tem como, sou apaixonado por música e toco as que eu adoro”, diz Raphael.

Apesar da paixão, ele afirma que não largaria o escritório pelos palcos: “Sempre gostei de matemática, física, raciocínio lógico, por isso escolhi engenharia civil, além de ser um negócio de família, por isso não largaria”. Os mais místicos diriam que é o signo, taurinos tem sempre os pés no chão e gostam de estabilidade, o que o mercado musical não pode proporcionar.

Com todas as dificuldades do meio musical, Raphael diz não poder reclamar do mercado cuiabano: “faço show praticamente todo fim de semana desde que comecei a levar a música a sério”. Dentre seus projetos futuros, ele pensa em entrar no estúdio em 2016 para gravar músicas próprias em alta qualidade. A primeira faixa já tem nome: “Verso avesso”, canção autoral que ele apresentou para o público, junto com a “Mamata”, durante a apresentação da banda na “Musiva”.



Dessa vida noturna, pergunto o que ele mais gosta: “a melhor parte são as amizades que faço e o carinho sincero que recebo de quem curte o meu trabalho”. Raphael conta que acha legal quando alguém vem conversar com ele sobre seu trabalho, comentar sobre um show, como se o conhecesse: “já fiz muitos amigos assim, a pessoa vem conversar porque viu o meu show e gostou, isso é muito legal”. Perguntei se já estava sabendo de algum fã clube criado para ele, em tom de brincadeira e riso ele responde: “acho que não estou merecendo tudo isso ainda não”.

O próximo show de Raphael Koury é com a banda “Mamata” no dia 18 de junho, no “Malcom Pub”. Quem quiser acompanhar seu trabalho é só acompanhá-lo pelo facebook AQUIpelo canal dele no youtube AQUI, pela página da Cia. Sinfônica AQUI! e pelo canal da cia. no youtube AQUI.

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Conceito. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Conceito poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

Redes Sociais

Sitevip Internet