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TDC 2015: "Nossos computadores são portas abertas para agências de espionagem", afirma especialista

R7

29 Jul 2015 - 14:33

"Avanço nos métodos de espionagem global" foi tema de uma das principais palestras de segurança da The Developers Conference 2015, ministrada por Alex Nunes, especialista em segurança digital e aplicativos open source. Para qualquer um preocupado com o tema, as explicações foram assustadoras.

Nesse contexto, a espionagem global e massiva se tornou tema centra de hackers e programadores ao redor do mundo, algo ampliado ainda mais com as recentes revelações do ex-empreiteiro da NSA (Agência de Segurança Nacional) Edward Snowden e do site colaborativo WikiLeaks.

"Nossos computadores estão de portas abertas para grandes agências de espionagem", iniciou Alex. Provavelmente poucos dos presentes ficaram chocados. O início da palestra se focou em "brinquedos", segundo Alex. Por brinquedos, entenda dispositivos que podem ser instalados em computadores para roubar dados.

Teclados com spywares, filtro de linha com câmeras ou até feixes de laser que podem escutar conversas para onde forem apontados são o tipo de mecanismo de espionagem que "já ficou no passado", segundo Alex.

"Um dos mais legais e modernos é um bloqueador de sinal GPS e GSM que é possível instalar em um carro para impedir que ele seja rastreado", afirma. Ele comenta que utilizou esse dispositivo quando descobriu que o antigo dono do carro dele tinha um rastreador instalado e nunca o avisou — o que ele só descobriu quando a seguradora afirmou que o aparelho estava com problemas.

"O que temos atualmente são métodos massivos de vigilância e espionagem em níveis nunca vistos", argumenta. Para demonstrar o poder de fogo das agências de espionagem modernas, Alex Nunes dissecou as mais modernas iniciativas de vigilância global, que incluem malwares e spywares com uma complexidade jamais vista.

O primeiro desses super-vírus desenvolvidos por especialistas altamente gabaritados pagos por governos foi o Stuxnet, supostamente desenvolvido para destruir o programa nuclear iraniano. O programa foi criado especificamente para destruir sistemas de administração para controlar centrífugas de enriquecimento de urânio sem que os funcionários descobrissem — dentro do Windows ou do Mac OS ele é completamente inofensivo.

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Outro worm completamente assustador é o Gauss, criado especificamente para roubar dados de clientes de bancos libaneses. Mas, ao contrário do Stuxnet, boa parte do código do programa permanece indecifrado pelo uso de criptografia pesada. Assim como o seu primo Stuxnet, o Gauss tem fortes indícios de ter sido desenvolvido por um governo, provavelmente Estados Unidos ou Israel — ou ambos.

O encerramento focou na única conclusão possível após ouvir esse tipo de informações: "Nós nunca estaremos completamente seguros, por isso precisamos saber programação a fundo", encerra.

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