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Terça-feira, 18 de maio de 2021

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CASA DAS REDES

Encontro apresenta bandas que incursionam por ritmos populares e fazem experimentações musicais

Lidiane Barros - De Brasília

20 Jun 2013 - 09:12

Foto: Lidiane Barros/OC

A banda Space Night Love Dance Laser é projeto que nasceu da festa Criolina, de Brasília

A banda Space Night Love Dance Laser é projeto que nasceu da festa Criolina, de Brasília

Ainda que eu estivesse em Brasília, fui instantaneamente teletransportada para a Baixada Cuiabana. Da guitarra de Dillo Araujo soaram acordes do que eu acreditava ser um típico lambadão requintado por experimentações musicais dos brasilienses da Space Night Love Dance Laser (olha só o ritmo na verbalização!).

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A surpresa foi muito agradável, mas o motivo da acolhida residia numa aceleração especial dos beats em a Lambada Classe A, uma releitura do clássico de Aldo Sena, um dos mestres da guitarrada paraense. Daí a associação instantânea com o lambadão.

A banda que se apresentou à ocasião do lançamento da Casa das Redes, nesta terça-feira (18), curiosamente é formada por DJs da festa Criolina, que se tornou a uma marca n capital federal. Mas estes mesmos DJs são instrumentistas de diferentes estilos e integrantes de outras bandas. O que faz este som ser relevante é a fusão de várias referências, como a música eletrônica em consonância com diversos ritmos brasileiros - como o frevo e o côco - e algo que remete ao Caribe, bem latino. O primeiro disco lançado e ainda o único, leva o nome da banda. 

Outra atração, a banda Aeromoças e Tenistas Russas também aposta no caráter experimental, mas traduz-se como uma banda difícil de conceituar. “Não temos um estilo definido. Nossa música é resultado de referências de todos os estilos que a gente gosta”, explica o tecladista Luiz Gustavo Belezoni, o “Hoolis”. Entram aí, o samba, jazz, funk, rock e eletrônico. Juntam-se a ele, Juliano Parreira, no baixo; Eduardo Porto, na bateria e o guitarrista Gustavo Koshikumi.

Já em um viés mais “cultura popular”, em uma breve apresentação, o músico-ativista-ambientalista, Paulo Pereira, executou o Hino Nacional ao som do berimbau. No palco estavam expostos alguns instrumentos musicais que ele faz a partir de pedaços de madeira morta. Para finalizar ele entoou cânticos afro ritmados não só por atabaque de um colega músico convidado, como seu berimbau.

Para arrematar, nas festividades de lançamento da Casa das Redes, rolou o rap de Gog (sigla de Genival Oliveira Gonçalves), um militante do hip hop em Brasília que acompanhado por DJ, percussão e dois backings em alguns momentos adorna suas músicas de protesto com samplers com trechos de músicas de outros artistas, como Jorge Ben e Elis Regina.

A atual conjuntura política foi tema da fala dele entre uma música e outra, lembrando as manifestações que ultrapassaram os protestos contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo e traduziram a insatisfação da população em relação a outros vários temas. Falou o rapper, falou a voz das minorias.

Ouça o som!

Aeromoças e Tenistas Russas

Space Night Love Dance Laser

Gog

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