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Escritor que vende livros em Chapada já trabalhou em fábrica de armas nos EUA e na construção da transamazônica

Da Redação - Isabela Mercuri

05 Jan 2016 - 15:35

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Escritor que vende livros em Chapada já trabalhou em fábrica de armas nos EUA e na construção da transamazônica
A praça Dom Wunibaldo em Chapada dos Guimarães (64km de Cuiabá) é um lugar riquíssimo em diversidade. Ali, se encontram pessoas de todas as tribos, de todos os gostos, vendendo todo o tipo de arte. Uma delas é John Coningham, que está por ali todos os dias vendendo exemplares de seus cinco livros em português, inglês e alemão.

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Apesar do nome americanizado, John é paulista. Filho de mãe alemã, ele foi alfabetizado nesta língua, mas logo aprendeu a falar também o inglês: “Eu gostava muito de faroeste, e minha mãe sabia disso e comprava livros de faroeste em inglês pra mim. Então eu era obrigado a aprender”.

Antes de visitar a terra do Tio Sam nos anos 60, época que, segundo ele, tudo aconteceu, trabalhar no laboratório da Winchester (fábrica de armas), se tornar fluente na língua e escrever o livro “O laboratório balístico”, no entanto, John morou em Mato Grosso e escreveu seu primeiro livro ‘Bodoquena’, contando sua ‘Odisseia pelo Pantanal’.



John passou também pela construção da Transamazônica, história retratada no livro “A ponte sobre o Tuerê”, além de viver alguns anos como guia turístico no Pantanal, eternizados em “Pantanal - Histórias de um Guia Turístico” e de passar certo tempo no agreste baiano, próximo de onde aconteceu a Guerra de Canudos, e escrever “O Delegado de Canarana-do-Caapinguara”.

Outro de seus livros, “De moto pelas Américas: Na contramão”, narra uma viagem que ele fez sozinho nos anos 60, saindo da inauguração de Brasília e chegando ao México nove meses depois.

Com tantas histórias para contar e tantas memórias na mente, John, aos 80 anos, não aposentou a caneta. Está atualmente escrevendo um livro sobre como viviam as comunidades alemãs em Santa Catarina durante a Segunda Guerra Mundial: “Eu não estava lá, mas minha família me contou muitas histórias e eu estudei muito também sobre o que aconteceu”, declara.

Quem quiser saber mais sobre as aventuras de John deve passar pela praça e puxar uma conversa com ele, que está sempre disposto a bater um bom papo: “Eu gosto desta praça porque aqui é onde todo mundo se encontra, pessoas de todo o tipo podem se encontrar em conversar”, afirma, sempre sorrindo. Todos os seus livros também estão disponíveis para compra no local.

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