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Domingo, 25 de outubro de 2020

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Alex Moulaz: o chef da prática, dos pés no chão e que não confia no glamour da gastronomia

Especial para o Olhar Conceito - Thalita Araújo

24 Jul 2013 - 09:11

Foto: Thalita Araújo

Alex Moulaz

Alex Moulaz

Ele é de uma suavidade muito elegante. Fala baixo, gesticula pouco e cozinha muito. Alex Moulaz tem 36 anos e é o chef do Avec Restaurante, no Gran Odara, único hotel de Mato Grosso apto a receber classificação 5 estrelas. 

Sob essa responsabilidade, Alex comanda uma equipe de 25 pessoas na cozinha. Não é fácil. E ele comenta que quem chega à profissão seduzido pelo aparente glamour da gastronomia, logo vê que a história é diferente.

Segundo ele, ser chef vai muito além de saber elaborar maravilhosos pratos. É preciso saber liderar uma equipe, saber dividir e delegar funções, saber o que comprar e quanto comprar para manter um bom estoque e saber “pegar no pesado”, sem distinção de serviço.

Avec alia bom gosto, atendimento impecável e preços acessíveis para o almoço

Foi com esse pensamento que ele – que passou a adolescência trabalhando em carvoarias no interior do Paraná, onde nasceu – cresceu e chegou onde está.

Alex não fez faculdade de gastronomia. Aprendeu na prática e na necessidade. Seus primeiros contatos com as panelas foram em casa, sob influência da mãe e da avó, ambas mineiras e com um tempero que só aquela terra sabe ter.

O primeiro trabalho com comida foi na área de panificação e confeitaria e, de imediato, Alex se apaixonou e sabia que era naquele ambiente em que desejaria trabalhar por toda a vida.

No antigo Hotel Odara, o chef era o responsável pelo banquete montado para o café da manhã. Hoje, no novo hotel, assina o café, almoço, lanche, janta, tudo que é realizado no centro de eventos Ágora, brunchs, coffee breaks e o que aparecer.

Antes dessa empreitada, Moulaz passou uma boa temporada estudando no Senac de Campo do Jordão (SP), onde aprendeu muito sobre como gerenciar uma cozinha, desde a montagem correta do salão à elaboração de cardápios.

Depois, ele ainda fez um estágio com o renomado César Santos, do restaurante Oficina do Sabor, em Olinda (PE), presidente da Associação da Boa Lembrança.

O chef faz questão de nunca esquecer as coisas mais simples da cozinha, as mais gostosas. “A comida pode ter uma roupagem mais refinada, diferente, mas nunca pode perder o toque artesanal”, diz.

Com essa linha, o chef já chegou a surpreender clientes muito refinados criando pratos com coisas muito simples, como quiabo, por exemplo.

Mesmo depois da jornada de trabalho, Alex ainda cozinha em casa, para a esposa e a filha de 4 anos. A menina, aliás, sempre pede que o pai é que se ocupe das refeições. E o que ele mais gosta de fazer? As raízes, claro. Comidinha mineira nunca falta em casa. Com os pés no chão, mas o paladar, nas nuvens.

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