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Adir Sodré compõe exposição sobre histórias da sexualidade no MASP e ganha destaque na mídia nacional

Da Redação - Isabela Mercuri

18 Out 2017 - 14:11

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Adir Sodré

Adir Sodré

O artista mato-grossense Adir Sodré estará ao lado de Pablo Picasso, Adriana Varejão e tantos outros na exposição ‘Histórias da Sexualidade’, que será inaugurada no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand nesta sexta-feira (20), e segue até o dia 9 de fevereiro de 2018. A mostra será a primeira do museu a ter um veto à entrada de menores de 18 anos.

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“"Histórias da sexualidade" pretende discutir as temáticas a partir de uma noção ampla do termo “histórias”, cujos sentidos, múltiplos e diversos, abrangem relatos coletivos e pessoais, ficcionais e não-ficcionais. A mostra, assim, compreende representações de diferentes períodos, territórios e suportes, colocando-as em fricção e diálogo, e desenvolvendo uma abordagem que desafia as fronteiras e hierarquias entre os objetos, suas origens, categorias e tipologias. Devido a algumas obras apresentarem conteúdo contendo violência, sexo explícito e linguagem imprópria, a exposição terá classificação indicativa de 18 anos, seguindo a orientação do manual do Ministério da Justiça”, explica o Museu.

Adir, conhecido no estado por seus ‘falos’ e por ter a sexualidade como tema em grande parte de sua obra, foi também destaque de matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, em que a tela ‘Ninfa Neo Moderna’ aparece como principal. Na legenda, a explicação: “Trans. Roberta Close como maja desnuda de Adir Sodré”.



No total, serão mais de 300 obras de cerca de 130 artistas expostas, tanto do acervo do museu quanto de coleções brasileiras e internacionais. Os visitantes poderão ver desenhos, pinturas, esculturas, filmes, vídeos e fotografias, além de documentos e publicações, de arte pré-colombiana, asiática, africana, europeia, latino-americana, entre outras.

Ainda de acordo com o museu, serão nove núcleos temáticos que vão ocupar três espaços expositivos: “o primeiro andar, onde se concentra o maior número de obras, distribuídas pela sala em oito desses núcleos: Corpos nus, Totemismos, Religiosidades, Performatividades de gênero, Jogos sexuais, Mercados sexuais, Linguagens e Voyeurismos; a galeria do primeiro subsolo, com o núcleo Políticas do corpo e ativismos; e a sala de vídeo, que compõe também o núcleo Voyeurismos”.

Com curadoria de Adriano Pedrosa, a exposição nasce em meio a uma série de episódios de censura a obras de arte que foram taxadas de sexuais. A primeira delas aconteceu em Porto Alegre, quando o Santander Cultural decidiu cancelar a exposição “Queermuseu – cartografias da diferença na arte brasileira”, depois de protestos e boicote de clientes da instituição financeira.

Em Cuiabá, o artista Gervane de Paula teve duas obras retiradas da exposição ‘Amo Cuiabá’, no Shopping Pantanal, após uma reclamação feita por vídeo de um dos visitantes. Mais recente, uma performance realizada no Museu de Arte Moderna (MAM) causou revolta após uma criança, acompanhada da mãe, ser filmada tocando o pé do artista Wagner Schwartz, que se apresentava nu. 

Serviço

Histórias da Sexualidade
Local: MASP. Av. Paulista, 1578, Primeiro andar
Data: De 20/10/2017 a 9/2/2018
Indicação etária: 18 anos
Entrada: R$ 30

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