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Sexta-feira, 18 de setembro de 2020

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Cirurgiã dentista fala sobre os recursos da odontologia para tratar ronco e apneia

Dra. Ana Paula Barbosa

03 Abr 2018 - 08:42

Foto: Reprodução / Ilustração

Cirurgiã dentista fala sobre os recursos da odontologia para tratar ronco e apneia
A apneia do sono, ou Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), é uma doença crônica evolutiva, caracterizada pela obstrução parcial ou total das vias aéreas, causando paradas repetidas e temporárias da respiração enquanto a pessoa dorme. A respiração cessa porque as vias aéreas colapsam, impedindo que o ar chegue até os pulmões.

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Entende-se por apneia a interrupção completa do fluxo de ar através do nariz ou da boca por um período de pelo menos 10 segundos nos adultos. Já a hipopneia é a redução de 30% a 50% do fluxo de ar.

A apneia pode ocorrer por vários fatores: os músculos da garganta e língua relaxam mais do que o normal, as amídalas e adenóides são grandes, a pessoa está acima do peso (o excesso de tecido mole na garganta dificulta mantê-la aberta), ou o formato da cabeça e pescoço resulta em menor espaço para passagem de ar na boca e garganta.

Entre os principais sintomas da apneia estão ronco e sonolência diurna, embora muitos pacientes não os percebam. A sonolência diurna é explicada pelas interrupções do sono, causadas pela falta de oxigênio.

Outros sintomas da apneia são: acordar com sensação de sufocamento, ofegante, com dor no peito ou desconforto, confuso ou com dor de cabeça, sentir boca seca ou dor de garganta pela manhã, alterações na personalidade, dificuldade de concentração, impotência sexual e irritabilidade.

A apneia do sono aumenta a probabilidade do paciente desenvolver doenças potencialmente letais. Está associada ao aumento do risco de hipertensão, insuficiência e arritmia cardíacas, derrame e diabetes.

 A apneia obstrutiva do sono (SAOS) acomete aproximadamente 30% da população adulta mundial. A maior parte dos pacientes, entre 85% e 90%, convive com a doença sem receber o diagnóstico e continua sem tratamento.

Nem todo mundo que ronca tem apneia do sono, já que ele é apenas um dos sintomas da doença. O diagnóstico médico é feito por meio de um exame chamado de polissonografia, que é o monitoramento do sono por equipamentos eletrônicos. O exame clínico é indicado para que seja avaliada a condição do trato respiratório do paciente e deve ser feito por um médico com especialização na área.

Mudanças nos hábitos de vida podem contribuir muito com a melhora da apneia do sono. Perder peso, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, dormir de lado, evitar consumo de comidas pesadas antes de dormir, evitar o fumo quatro horas antes de deitar e elevar a cabeceira da cama entre 15cm e 20cm são algumas medidas simples que podem evitar problemas futuros.

Como muitos outros problemas de saúde, o diagnóstico tardio pode dificultar o tratamento e impossibilitar muitas opções de tratamento, pois é uma  doença progressiva.A maioria dos exames para diagnóstico são cobertos por convênios médicos e odontológicos.
 
O tratamento é multidisciplinar e envolve otorrinolaringologistas, cirurgiões bucomaxilofaciais, ortodontistas, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.


*Ana Paula é ​cirurgiã bucomaxilo facial plantonista do Pronto-Socorro Municipal (PSM), professora de residência em Cirurgia Buco-maxilo-facial no Hospital Universitário (HGU), mestre pela Universidade de Cuiabá (Unic) em Ciência Odontológicas, e doutora pela Universidade de São Paulo (USP).

A Dra. Ana Paula atende na Rua Buenos Aires, 525. Jardim das Américas. Telefones (65) 3052-4696 e (65) 99233-4696.

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