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Palco Giratório vai acontecer de maneira ‘diluída’ durante o ano, diz diretor regional; Cuiabá terá 3 apresentações

Da Redação - Isabela Mercuri

21 Mar 2019 - 11:02

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Carlos Alberto Rissato, diretor regional do Sesc MT

Carlos Alberto Rissato, diretor regional do Sesc MT

Com uma nova forma de trabalhar, focando em ‘constância’ e ‘permanência’, o Sesc Mato Grosso decidiu modificar uma série de atividades no estado. Uma delas é em relação ao projeto ‘Palco Giratório’, que em 2018 trouxe 29 espetáculos teatrais para Cuiabá entre os dias 3 e 27 de maio, além de oficinas e rodas de conversa. Neste ano, segundo o diretor regional Carlos Alberto Rissato, que assumiu o cargo há cinco meses, a programação será diluída ao longo do ano.

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“O palco giratório é um programa do Departamento Nacional, não é um programa do departamento de Mato Grosso. Então o Sesc no Mato Grosso não tem ingerência sobre as atividades do Palco Giratório”, explicou. “Isso é construído com nossa concordância, nosso aceite, mas ele é conduzido pelo Departamento Nacional”.

A partir deste acordo entre o departamento nacional do Sesc, e o departamento regional de Mato Grosso, foi tomada a decisão, que não é a mesma em todos os estados. “Não é que não terão 30 espetáculos dentro do mês, espetáculos todo dia em Cuiabá. Existirão tantos espetáculos quanto eles foram programados dentro do projeto Palco Giratório, do Departamento Nacional, mas o Palco Giratório não está mais concentrado num único período, ele está diluído em todo o ano”.

Segundo Rissato, a ideia é ser mais abrangente e menos pontual em todas as áreas. “O Sesc não é um acender ou apagar de luzes. Ele é manter a claridade pelo máximo de tempo possível. Eu tenho que ser muito abrangente, tenho que ser mais constante na vida das pessoas. A missão do Sesc é transformar realidades sociais, e aí eu não posso ser pontual. Eu, com pontualidade,  não transformo nada. Eu mudo no dia, e no dia seguinte volta a ser o que era. Então eu preciso ter este olhar de constância. E aí é muito melhor, na nossa visão, pelo menos, dentro do nosso planejamento, muito mais efetivo a gente distribuir isso ao longo do tempo, e ir linkando com outras atividades, porque aí eu mantenho a constância de atendimento e consigo promover transformação social na vida das pessoas”.

O Palco Giratório começou em 1998, e hoje é o maior circuito de artes cênicas do Brasil. Em Mato Grosso, de acordo com o diretor, o projeto deve passar por Sinop, Rondonópolis e Primavera do Leste.

Sobre as possíveis reclamações em relação ao novo formato, Rossati não se mostra preocupado. "As reclamações, os questionamentos, foram muito pequenos. Porque o meu público maior está preocupado com assistência, com o Mesa Brasil, que a gente faz mais de dois milhões de toneladas de alimentos entregues todo ano para uma população realmente carente, necessitada. Isso aí, a nível de volume, é muito maior, claro, do que meu público especifico de alguns espetáculos. Tem que existir os espetáculos? Claro que sim. Porque faz parte da nossa missão, também, levar isso para a população. Mas o barulho que faz esse publico é muito menor do que outro tipo de público".

O lançamento oficial do Palco Giratório, nacionalmente, acontece no próximo dia 28 de março, em Natal. A programação de Mato Grosso, no entanto, ainda não será divulgada. “A programação será divulgada conforme a gente tenha isso agendado, porque também é uma orientação do nosso departamento nacional”, finaliza o diretor.

Na tarde desta quinta-feira (21), o Sesc nacional enviou a programação ao Olhar Conceito. "Estão agendadas para Cuiabá três apresentações (16/4, 16/5 e 17/5) e três oficinas (15/4, 18/5 e 19/5) dos grupos Cia. Seres Imaginários e Chocobrothers", afirmou. 

O estado de Mato Grosso receberá 16 grupos, em um total de 33 apresentações, 30 oficinas e 24 atividades como intercâmbio, debates, mediação, mapeamento e pesquisa, entre outras. As apresentações acontecerão entre abril e dezembro. 

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