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Segunda-feira, 21 de setembro de 2020

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Arquitetos, moradores e comerciantes se reúnem para discutir Plano de Gestão para o Centro Histórico

Da Redação - Isabela Mercuri

17 Out 2019 - 11:07

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Arquitetos, moradores e comerciantes se reúnem para discutir Plano de Gestão para o Centro Histórico
Arquitetos, moradores e comerciantes se reúnem, na noite desta quinta-feira (17), para continuar uma discussão sobre a elaboração de um Plano de Gestão para o Centro Histórico de Cuiabá. As reuniões já acontecem desde a última terça-feira (15), e contam com a presença de profissionais da Academia de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso (AAUMT).

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O encontro acontece no prédio da Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC), a partir das 18h30. A participação é gratuita, aberta ao público interessado, para debater temas pertinentes para a construção do Plano de Gestão Sustentável voltado à região.
Eduardo Chiletto, presidente da AAUMT, explica que a construção do documento – o plano de gestão - está em andamento a partir de uma parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e recursos da Partnership for Action on Green Economy (PAGE), captados por meio da Organização das Nações Unidas (ONU).
"São 63 mil dólares (aproximadamente R$ 260 mil) para aplicação em nove projetos que visam o desenvolvimento sustentável do Centro Histórico, mas para essa iniciativa ter sucesso, todos os órgãos envolvidos e a sociedade civil organizada terão de trabalhar juntos".
 
Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC), Jonas Alves, essa é uma demanda que precisa, definitivamente, sair do campo das ideias, pois é um projeto que beneficia toda a cidade. "Temos que criar um rumo para fazer essa mudança, porque é uma judiação o que estamos vivendo no Centro Histórico".
 
Participam dos encontros os arquitetos e urbanistas Ana de Cássia Abdalla Bernardino, José Antonio Lemos dos Santos e Paulo Molina Duarte Monteiro, que vão palestrar sobre: a importância do Centro Histórico como suporte de desenvolvimento; legislação como instrumento transação imobiliária em Centros Históricos; casos de sucesso no Brasil e no mundo; e sustentabilidade, respectivamente.
 
"Precisamos de alguma forma compensar os moradores dessa região que enfrentam inúmeras barreiras impostas pela legislação, por causa do tombamento histórico, e se sentem diminuímos e têm seus imóveis desvalorizados. Além da gratuidade no IPTU, a prefeitura precisa estudar novas formas de incentivar a ocupação e manutenção do comércio local", afirma Ana de Cássia.
 
"Precisamos deixar de lados os conflitos para buscar uma solução efetiva que ofereça visibilidade e valor ao nosso centro histórico e comercial, gerando oportunidades culturais, turísticas, educacionais e de negócio", completa o arquiteto José Antonio Lemos.
 
Também integram as discussões representantes de instituições como a UFMT, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ACC, Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), prefeitura de Cuiabá, a Associação de Moradores e Amigos do Centro Histórico (Amach), Governo do Estado, entre outras.
 
Serviço
 
Discussão sobre o Plano de Gestão - Revitalização do Centro Histórico de Cuiabá
Data/Horário: 16 e 17/10 (quarta e quinta-feira), a partir das 18h30
Local: Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá – ACC, na Rua Galdino Pimentel nº 14, Centro, no Palácio do Comércio, espaço da sobreloja

2 comentários

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  • Rondon Peixoto
    18 Out 2019 às 11:10

    Idéia! Fazer comodato de uso do local. para residencia,sem fazer modificações nos recintos. O usuario teria que reformar a casa,e cuidar,durante o tempo do comodato.

  • Juinense
    17 Out 2019 às 15:42

    Enquanto não resolver o problema desse monte de usuários de drogas que ficam urinando e defecando em via pública, roubando os pedestres, entre outros transtornos, não adianta nada investir nesta área.

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