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Terça-feira, 20 de outubro de 2020

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Seminário de Mulheres Indígenas na UFMT discute luta, protagonismo e autonomia

da Redação - Isabela Mercuri

29 Jan 2020 - 09:15

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Naine Terena será uma das participantes

Naine Terena será uma das participantes

Com o objetivo de compartilhar reflexões sobre as mulheres indígenas e os desafios enfrentados por elas, será realizado nos próximos dias 3 e 4 de fevereiro o seminário “Mulheres Indígenas: lutas, protagonismo e autonomia” na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. A programação conta com representantes de diferentes etnias, movimentos e associações indígenas, além de indigenistas e antropólogas.

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De acordo com a assessoria da UFMT, a organização é da Operação Amazônia Nativa (OPAN), pelo projeto Berço das Águas e Rede Juruena Vivo, com parceria da Faculdade de Nutrição (Fanut), Rede de Cooperação Solidária e Embaixada da Noruega.

Na segunda-feira (3), o evento começa com uma roda de conversa com Julieta Paredes, da etnia Aymara. Ela contribuiu para formular o conceito de “feminismo comunitário” desde as bases indígenas bolivianas.

No mesmo dia, à noite, abrem o seminário Telma Taurepang, da União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB), Eloênia Boe Bororo, da Organização das Mulheres Indígenas de Mato Grosso (Takiná) e Célia Xacriabá, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), trazendo perspectivas da Amazônia, de Mato Grosso e do movimento indígena nacional.

Além delas, diversas professoras e acadêmicas indígenas que contribuem para as novas reflexões sobre as realidades dos povos indígenas brasileiros e amazônicos também estarão presentes.

As perspectivas indígenas sobre gênero serão discutidas na terça-feira (4), pela manhã, novamente com Julieta Paredes, co-fundadora do ‘Mulheres Criando Comunidade: feminismo descolonial e comunitário de Abya Yala na Bolívia’, ao lado de Linda Terena, professora indígena e doutora em antropologia, e de Kaiulu Yawalapiti Kamaiurá, da Associação Yamurikumã das Mulheres Xinguanas.

A segunda mesa será coordenada por Naine Terena, professora indígena e doutora em educação. “Sempre é importante visibilizar o protagonismo das indígenas. Nos últimos anos, temos visto uma maior articulação e isso nos leva a ter que ampliar a visão da sociedade não indígena sobre quem são as mulheres indígenas e sua contribuição para o mundo”, afirma.

Na tarde de terça-feira (4) o evento termina com um debate sobre a atuação das organizações indigenistas junto às mulheres indígenas e sobre como essas instituições refletem sobre questões de gênero para dentro de suas próprias estruturas.

Nurit Bensusan, uma das presentes, falará sobre o Grupo de Trabalho de Gênero criado pelo Instituto Socioambiental (ISA). Angela Sacchi, pós-doutora em antropologia, trará uma discussão sobre a relação entre as agendas das mulheres indígenas e o indigenismo, e Catiúscia Souza, indigenista na OPAN, trará o histórico de trabalho da organização junto às mulheres indígenas de Mato Grosso e Amazonas.

A mesa será coordenada por Tipuici Manoki, professora indígena e graduada em ciências sociais. O evento é aberto ao público, está sujeito a lotação e as inscrições serão realizadas no momento, com direito a certificado.

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