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Terça-feira, 07 de dezembro de 2021

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Pancho Villa dá oportunidade a jovens e ganha em alegria no atendimento

da Redação - Isabela Mercuri

14 Fev 2020 - 11:02

Foto: Jessica Junqueira

Pancho Villa dá oportunidade a jovens e ganha em alegria no atendimento
Quem for ao restaurante de comida latina Pancho Villa pode se surpreender com os garçons. Além da alegria com que atendem à mesa – ensinados pelo gerente Gilmar Oliveira – é possível perceber que os rostos são muito jovens. Três dos integrantes da equipe têm apenas dezoito anos, e tiveram ali uma de suas primeiras oportunidades de mudar de vida.

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É o caso, por exemplo, de Erika de Arruda. Cuiabana, ela já foi casada e, quando se separou, a família não a aceitou de volta. “Não tenho apoio de mãe, nem pai, e a Rafa e os meninos viraram uma família pra mim”, contou ao Olhar Conceito.

Erika trabalha desde cedo, mas esta é a primeira vez que tem essa oportunidade. “Já tive que carpir quintal no sol quente para pagar meu aluguel, e hoje eu estou aqui. Foi uma oportunidade enorme, que hoje em dia eu consigo viver sem preocupação”, comemora.

Os outros dois, Wesley Rodrigues e Anderson Andrea foram fazer a entrevista após serem informados da vaga, e tinham dúvidas se os donos aceitariam funcionários tão novos. Wesley, por exemplo, já tinha trabalhado em salão de cabeleireiro e como pintor de paredes, e Anderson já esteve no ramo alimentício, mas somente como entregador. Hoje, os dois conseguem ajudar a família.

“Algo maravilhoso aconteceu no dia que nós fomos fazer o pagamento. O Wesley falou: gente, eu nunca ganhei tanto dinheiro na minha vida quanto agora! Agora imagina, um rapaz de 18 anos, primeiro emprego, não tem nenhuma formação, e aqui ele está podendo ganhar”, comemora o gerente.

Segundo Gilmar, uma equipe jovem dá alegria à casa. “O Pancho hoje acredita que os meninos que chegam agora para o mercado de trabalho têm uma força de vontade que quem já está há mais de cinco anos não tem. E o serviço que eles vêm desenvolvendo, como primeiro emprego e com a vontade de aprender é surreal. Por isso nós investimos tempo, dinheiro, e lógico, acreditando nessa performance que eles venham a ter”.

No entanto, por outro lado existe também a questão da timidez, que o gerente conseguiu driblar com o treinamento. “Aqui você não alimenta somente o corpo, mas alimenta a alma também. Então eu estimulo os meninos que eles sejam alegres, sejam receptivos, porque nós não vendemos comida, nós apresentamos uma experiência. Quem vir à nossa casa tem que, de fato, se sentir no México. Tem que, de fato, sentir que viajou. Pela alegria, pela comida, pelo ambiente, pelo conjunto da obra. Pela música... ela tem que ser transportada para o México. Então eu cobro deles a todo instante. A casa precisa disso, porque aqui é uma experiência sensorial”, explica.

Destoando na idade, mas não na alegria, o quarto garçom é Paulinho. Ele, que é mestre de obras, trabalhou na reforma do restaurante, e depois se ofereceu para trabalhar ali. Hoje, faz jornada dupla: na construção durante o dia, e como garçom à noite. “Ele tem surpreendido muito. Não é de falar muito, mas ele pegou coisas muito simples, como a alegria”, conta Gilmar. “Ele acorda 5h30 e vai dormir 2h, e a alegria que ele chega é uma inspiração”, finaliza.

Serviço

Pancho Villa
Hora: 18h às 23h
Onde: Rua General Ramiro de Noronha, 674, Duque de Caxias, ao lado do Batalhão 44.
Instagram: @pancho_villa_cuiaba
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