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Quarta-feira, 28 de outubro de 2020

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Namorando à distância, cuiabana e chileno decidem passar a quarentena juntos e descobrem a ‘dor e a delícia’ da convivência

Da Redação - Isabela Mercuri

12 Jun 2020 - 08:08

Foto: Arquivo Pessoal

Rodrigo e Bruna

Rodrigo e Bruna

Foi ainda no mês de março, quando os primeiros casos de Covid-19 começaram a aparecer no Brasil, que o engenheiro chileno Rodrigo Bustamente, 28, precisou tomar uma decisão importante. Morando sozinho em São Paulo e liberado para o ‘home office’, ele não conhecia ninguém na capital paulista, e pensou em voltar para Santiago. No entanto, uma segunda opção pareceu mais adequada: vir passar a quarentena com a namorada, a assistente social Bruna Bólico, 32, em Cuiabá. Em um relacionamento à distância há pouco mais de dois anos, o período máximo que os dois haviam passado juntos fisicamente era de 15 dias. Mesmo assim, decidiram encarar o desafio.

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Bruna e Rodrigo se conheceram no Chile, em setembro de 2017, durante umas férias da cuiabana. “Tínhamos amigos em comum que nos apresentaram. Nessa época o Rodrigo ainda morava em Santiago. Em fevereiro de 2018 passamos o carnaval juntos no Rio de Janeiro, e de lá pra cá nos falamos todos os dias. Rodrigo veio algumas vezes para Cuiabá, nos encontramos em outras cidades, e em setembro de 2019 ele conseguiu uma transferência para São Paulo”, lembram.
 
Seis meses após a transferência para o Brasil, a pandemia começou a se aproximar cada vez mais da América do Sul. Antes mesmo dos decretos estaduais e municipais em São Paulo, a empresa em que Rodrigo trabalha liberou os funcionários para o home office. Depois de decidir viajar para Cuiabá, em um dos últimos voos disponíveis, o chileno chegou à capital mato-grossense e, antes de ir ver a namorada, passou uma semana em isolamento.
 
Desde então, a rotina tem sido totalmente diferente para os dois. Três, na verdade, já que Bruna mora com a mãe. No início, ela ainda estava trabalhando fora de casa, mas foi liberada para o isolamento algum tempo depois, e eles tiveram que se readequar. “Cada um trabalha de um cômodo da casa para manter a privacidade e o sigilo profissional. A Bruna cozinha e o Rodrigo lava a louça. Fazemos o evangelho todas as noite às 19h, como forma de manter uma boa vibração mesmo em um momento tão difícil, e isso tem nos ajudado bastante”, contam.
 
Fora isso, os dois tentam se reinventar para fugir do tédio conversando, assistindo a vídeos, aprendendo novos hobbies (Bruna tenta aprender a tocar violão com o Rodrigo e ele tenta aprender a cozinhar), e inovando no visual: a cuiabana já cortou os cabelos do namorado duas vezes e já pintou o próprio cabelo. “ Tentamos buscar estratégias, porque ficar todo esse tempo dentro de casa não tem sido fácil”, revelam.
 
Prestes a completar três meses juntos em isolamento, o casal ainda não sabe quando vai se separar, mas não se preocupam com isso. “Desde que nos conhecemos tentamos viver um dia de cada vez. Não sabemos em que data ou que momento nosso relacionamento se tornou um “namoro”, e nesse período não tem sido diferente. Procuramos viver o  hoje”, declaram.
 
Para este dia dos namorados, cada um preparou uma surpresa para o outro – que não poderiam ser reveladas à essa reportagem para que não perdessem a graça, obviamente.

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