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Terça-feira, 27 de outubro de 2020

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Cuiabana com câncer de mama pela 2ª vez usa Instagram para alertar: ‘isso me dá força’

Da Redação - José Lucas Salvani

04 Out 2020 - 14:30

Foto: Reprodução

Cuiabana com câncer de mama pela 2ª vez usa Instagram para alertar: ‘isso me dá força’
A pedagoga aposentada, Danúbia Rondon, de 39 anos, utiliza seu Instagram para alertar sobre a prevenção do câncer de mama, doença que foi diagnosticada pela segunda vez em abril de 2020, logo no início da Pandemia. Também estudante de psicologia pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Danúbia foi diagnosticada pela primeira vez em 2014 e chegou a desenvolver depressão. Já nesta segunda vez, após um longo período de reflexão, pensou em lidar com a doença de forma completamente diferente: “isso me dá força”.

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“[Na primeira vez] não consegui levar mensagem para ninguém, de força e coragem, incentivar outras mulheres. Entrei em depressão e não consegui. Já nesse tratamento não. Pensei ‘dessa vez eu quero fazer uma história diferente’. Queria mostrar que é possível tratar de forma leve, fazer atividades físicas, ter autoestima boa e continuar sendo mulher, independente de ter os cabelos ou não. Então resolvi abrir meu Instagram para falar sobre isso e acolher as outras mulheres que estão passando pela mesma dor que eu”, conta.

O retorno de seu trabalho no Instagram vem sendo bem positivo. Diariamente, ela recebe mensagens de outras mulheres que estão passando alguma situação parecida. “Isso me dá força, me dá animo, entendeu? Isso cura a minha dor”, conta ao Olhar Conceito.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

“Você está vivendo ou apenas sobrevivendo?” Ora, é certo que se você está lendo essas palavras você é um sobrevivente ! ... Portanto, quando alguém diminui o “existir” ou o “sobreviver”, colocando como meta apenas um “viver” idealizado, acredito que seja por não ter a real dimensão de quão difícil e complexo e absurdo é poder dizer: “Eu existo” ou “Eu sobrevivi”.. ☀️Existir deveria ser mais que suficiente, cada ser cumprindo seu destino, seu papel, sua função no universo, essa sinfonia perfeita. 💖. 💖 Será essa a beleza da vida, essa dualidade, esse compasso sem ritmo — será que isso é possível? Será a vida, ela própria, algo possível? 🌻. 🌻.ACREDITE, VIVEMOS EM ABUNDÂNCIA, DE RECURSOS, DE TUDO. Mas é tanta insistência nas coisas que precisamos ter para sobreviver que o conceito de viver permanece sufocado e em segundo plano. 🌻. 🌟Penso eu , que o objetivo da vida é tudo aquilo que a gente tem como meta para dar sentido à vida ! Mas a vida não é apenas isso é muito mais sobre viver do que sobreviver ! 💫Para viver precisamos mesmo é entender , viver é preciso estar vivo ! 🙏🏽Se você tem saúde seja grato , você pode viver! 💪🏽 Então ouse ser feliz, ouse recomeçar, ouse falar, ouse ousar, mesmo que dê medo, mesmo que pareça impossível, vá e faça, por você, pela sua felicidade! 🌻🌻Sinta -se vivo porque a sua vida é muito importante ! 💖Você está vivendo ou sobrevivendo ? Me conta aí nos comentário 👇🏾👇🏾👇🏾👇🏾👇🏾👇🏾👇🏾#viveravida #vivervaleapena #sejaprotagonistadasuavida #vidaemabundância #viver #ousadia #coragem #saude #amorproprio #recomeçar #felicidade #suavidaimporta #setembroamarelo🎗 #suicídionunca #resiliência #coragem #peçaajuda #compartilharmudatudo

Uma publicação compartilhada por Danúbia Rondon (@danubiarondon) em



Danúbia trabalhava como educadora no município de Cuiabá quando em 2014 recebeu o primeiro diagnóstico, em estágio avançado e agressivo. Afastada durante dois anos, a pedagoga precisou se aposentar por invalidez devido algumas complicações com o câncer de mama. Já em abril de 2020, cursando psicologia pela UFMT, recebeu o segundo diagnóstico, ainda em estágio inicial. Em ambos os casos, Danúbia descobriu a doença a partir de um auto-exame.

“Estava bem no começo, bem pequeno. Não tinha em nenhum lugar do corpo. É como se eu estivesse tendo um novo câncer, como se fosse a primeira vez. Por mais que eu tivesse tido outra vez, é um tumor totalmente diferente do outro. O meu quadro clínico, por conta da minha alimentação e exercícios físicos, auxiliou muito no tratamento e diagnóstico”, detalha.

Na época da primeira diagnose, Danúbia chegou a desenvolver depressão porque sua mãe morreu por conta de um mesmo câncer. O primeiro mês após o segundo diagnóstico também foi conturbado e ela chegou a ter síndrome do pânico. A cuiabana ficou revoltada com todos por não conseguir aceitar que estava novamente com a doença. Danúbia queria esconder de todos, inclusive de amigos e familiares. O posicionamento mudou quando ela conversou com seu cunhado em Brasília, que disse que “quando a gente compartilha a dor, tudo muda”.

“Eu não queria que alguém soubesse. Fiquei 30 dias processando. Em uma conversa com meu cunhado, que mora em Brasília, ele disse ‘respeito sua decisão de não falar, mas acho que quando a gente compartilha a dor, tudo muda. Se você compartilhar, você vai ficar mais leve’. (...) Depois dessa conversa, eu resolvi gravar um vídeo falando para todo mundo que eu estava doente, mas que a partir daquele momento eu iria usar a rede social para falar do tratamento e alertar outras mulheres sobre isso”, conta.

Mãe de dois filhos, Sofia e João, de 9 e 14 anos, Danúbia explica que “viver com uma pessoa que tem câncer não é fácil” e que sua rede de apoio foi e está sendo fundamental durante o tratamento. Durante o primeiro diagnóstico, seu marido tirou licença durante um ano para poder cuidar dela. “Foi pai, médico, cuidador, tudo. Ele estava o tempo todo comigo”, explica. Já nesta segunda vez, não foi necessário visto que ela está bem melhor. Mas sempre que precisa de algum auxílio, ele e seus familiares estão dispostos a acompanhá-la. “É fundamental o apoio da família”.

No Instagram, ela alerta sobre a necessidade de procurar se cuidar e ir ao médico, mesmo que durante a pandemia do novo coronavírus. Ao Olhar Conceito, ela explica que sente muito mais medo de morrer de câncer. “Essa doença não escolhe a data para chegar e não escolhe a pessoa. A vida mesmo com o coronavírus, a gente vai ter que aprender a conviver com ele. Então não tive medo. Não tenho e tomo todos os meus cuidados. Tenho medo de morrer de câncer, não quero morrer por isso. Eu sempre falo isso nas minhas redes, incentivando as mulheres a irem ao médico e fazer os exames, mesmo com a pandemia, tomando todas as medidas de cuidado”.

Homenagem

No último domingo (27), Danúbia foi homenageada em um shopping em Cuiabá. “Realmente eu fique surpresa”, diz em um trecho do vídeo. Ela brinca que achou estranho seu marido a chama para ir em um shopping e pedir para ir bem arrumada. “Naquele momento, o amor realmente se materializou. A vibração era de amor, tanto por parte das pessoas conhecidas como as que eu não conhecia. Foi muito gratificante, parece que vivi um sonho”, destaca.

Danúbia foi homenageada ao som de "Viva La Vida", do Coldplay. A música usada, inclusive, é a mesma utilizada por ela em um vídeo que raspa sozinha seu cabelo, em uma campanha do Outubro Rosa, mês dedicado a promover a prevenção de câncer de mama.

 

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