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Projeto de audioguia descreve monumentos históricos de Cuiabá para pessoas com deficiência visual

Da Redação - José Lucas Salvani

20 Fev 2021 - 14:24

Foto: Karen Malagoli

Projeto de audioguia descreve monumentos históricos de Cuiabá para pessoas com deficiência visual
Um projeto de audioguia da comunicóloga e audiodescritora, Thayna Bruno, irá descrever diversos monumentos históricos de Cuiabá para pessoas com deficiência visual, disléxicas, idosas, com deficiência intelectual e também com Transtorno de Espectro Autista. Com oito episódios, o projeto deve ser disponibilizado nos próximos dias.

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Monumento do Índio Pescador, Monumento aos Bandeirantes ou Monumento à Cidade, Busto do Almirante Augusto Leverger, estátuas de Mãe Bonifácia e Maria Taquara, Monumento Ulisses Guimarães, Escultura da Chacina do Beco do Candeeiro, representação da cultura popular com o Monumento à Viola de Cocho, Cururueiros e Dançarinos de Siriri são as personagens escolhidas para contar, de forma cronológica, parte da história regional. 

“A segregação das pessoas com deficiência dos espaços e experiências é a regra até o momento, por isso o projeto quer também suscitar o debate sobre a inclusão que precisamos buscar como sociedade. Pretendemos acessibilizar para amplificar a informação e estimular o engajamento da comunidade e de pessoas com deficiência visual, que muitas vezes, não são sabedoras do recurso e do direito. Queremos, ainda, sensibilizar e estimular o início da cadeia produtiva para o olhar inclusivo de fato, os gestores, produtores, artistas e educadores, por exemplo", explica Thayana.

Cida Leite é consultora em audiodescrição (AD). Ela perdeu totalmente a visão aos 9 anos de idade e acrescenta ao projeto toda sua experiência com o tema acessibilidade e também sua sensibilidade na composição das informações fundamentais para orientação das pessoas com deficiência no material audiodescritivo.

"É muito importante que a gente localize o máximo que puder, se uma região oferece mais riscos, se uma região é acidentada, se eu não sei se aquela região tem uma escadaria, se é de pouco movimento para dar autonomia as pessoas com deficiência visual. (...) Isso encoraja as pessoas a serem mais audaciosas, mais interessadas em conhecer e reconhecer esses espaços históricos, que muitas vezes tem o anseio em conhecer, mas não frequenta, porque tem medo. A importância desse projeto é essa, é trazer acessibilidade física", compartilha com propriedade Cida Leite.

Com linguagem fluida, descontraída e sonoridade autoral exclusiva, a proposta é alcançar o público, com deficiência visual, mas não unicamente, e sem distinção de idade, já que inclusão também é palavra de ordem na construção dessa ideia. O projeto será disponibilizado para todo o público, gratuitamente nas principais plataformas de streaming e já conta com perfil oficial no instagram e página no facebook. Para saber mais, acompanhe pelo @circuitocapital.

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