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Quarta-feira, 30 de setembro de 2020

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Respeitável público no palco de hoje os holofotes são para o Dia Nacional do Teatro e do Artesão

Da Redação - Marianna Marimon

19 Mar 2014 - 17:36

Foto: Reprodução

Respeitável público no palco de hoje os holofotes são para o Dia Nacional do Teatro e do Artesão
Quando na Grécia antiga Téspis subiu ao palco para homenagear o deus Dionísio com um tipo de monólogo, acabou se tornando o primeiro ator de quem se tem registro e inaugurou assim as artes cênicas. Hoje, dia 19 de março, comemora-se o Dia Nacional do Teatro, para rememorar sua trajetória no Brasil quando em 1564, quando ainda era colônia de Portugal, recebeu o teatro com forma religiosa para auxiliar na catequização da população. Mas, neste dia, também comemoramos outra data, de outro tipo de artista, mas que atua no palco da vida.

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Na beira do Rio Cuiabá ela fiava lentamente a sua rede, com esmero e dedicação, parecia que se desconectava do mundo para se embrenhar entre as linhas que tecia. Esta é uma cena comum do cotidiano cuiabano, terra ligada intrinsecamente ao artesanato, que veio de herança dos índios, os povos tradicionais começaram por aqui este fazer artístico. Eram cocares, penas em lindos ornamentos, cerâmicas, redes, e pinturas corporais, tudo pertence ao universo indígena, que depois ganhou diferentes roupagens nas mãos de outros artesãos que buscam outra realidade para aquilo que se impõe. O dia 19 de março é também o Dia Nacional do Artesão.

O artesanato surgiu na pré-história, no período neolítico (6.000 a.C.) e se confunde com a história do próprio homem, que precisa produzir bens de utilidades e uso rotineiro, e também adornos, e assim começa a expressão da capacidade criativa e produtiva como forma de trabalho. O artesanato era polir pedras, fabricar cerâmica e tecer fibras animais e vegetais.

Hoje, a conversa é outra. O artesanato se transformou em mais que necessidade, em arte e passa a compor com diferentes elementos para traduzir realidades que estão mais próximas do artista. Assim, madeiras, latas, garrafas plásticas, objetos descartados, roupas, quadros, tintas, se tornam uma maneira de dialogar com o mundo nos moldes do olhar daquele que produz algo novo a partir do que já se conhece.

O teatro também tem em sua veia, uma pegada mais libertária que abrange os desajustados e sonhadores, para que ganhem os palcos com poemas, interpretações, canções e o que mais houver para auxiliar.

Mas, até nestes espaços aonde a arte é puramente arte, há momentos obscuros, afinal, as mulheres só puderam ingressar nas artes cênicas no século XVII. As mulheres ganharam espaço e puderam interpretar peças teatrais, antes disso, os homens usando máscaras substituíam a presença feminina.

Therese du Parc ou La Champmesle interpretou Fedra, personagem principal de “Phèdre”, obra de Jean Racine, além de se tornar uma das principais atrizes da chamada “Commedie Française”, garantiu seu espaço na história do teatro como o primeiro nome feminino de que se tem registro.

Agora, o ano é 2014 e artistas e público se confundem nesta interação com teatro de rua, artesanato de rua, e os segmentos comerciais também em que despontam todas as formas de se produzir e expressar sentimentos e sensações através da arte.

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