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depois de 40 anos

Museu de Arte e Cultura Popular ganhará anexo que prioriza espaço de integração

Da Redação - Priscilla Silva

08 Jun 2014 - 15:00

Foto: Priscilla Silva/ Olhar Direto

Museu de Arte e Cultura Popular ganhará anexo que prioriza espaço de integração
Durante 40 anos, o Museu de Arte e Cultura Popular (MACP) serviu de nascedouro de grandes artistas mato-grossense. Adir Sodré, Nilson Pimenta, Benedito Nunes, Germani de Paula e Marcelo Velasco são alguns dos que encontraram no museu espaço para suas artes. Instalado na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), agora o museu deve ganhar um anexo.

Com projeto elaborado pelo arquiteto José Afonso Portocarreiro, a nova área será um espaço de integração. “O museu é um ponto natural de encontro. Será uma obra simples com um grande salão. Tudo dentro de 270 metros quadrados de área de exposição e espaços ao ar livre”, explica o arquiteto.

Portocarreiro também vislumbra a ocupação da cobertura do novo prédio. “Será uma laje verde, com colocação de um gramado. Nós estamos discutindo o acesso desse espaço, mas questão de segurança deve ser amplamente discutida”.

Entusiasmada diante da maquete da ampliação do museu, a curadora do MACP, Aline Figueiredo, faz questão de dividir sua alegria ao que chama de ‘mágica propiciatória’, “a crença que atribui à imagem o poder mágico de propiciar a intenção de algo”, define.

Crítica de arte, para explicar o termo dado à maquete da obra do MACP, Aline cita as pinturas rupestres para explicar a concepção da arte. Ele explica que quando os homens das cavernas desenharam bisonhos, bois e cavalos nas rochas, era uma forma de expressar sua crença.

“Ele acreditava que ao desenhar estaria fazendo uma magia e não uma obra de arte, porque a arte surgiu dessa intenção mágica. Assim, no dia seguinte, ele teria sucesso na caçada”, detalha Aline. Ainda conforme ela, a magia propiciatória é um assunto tão remoto como contemporâneo, “porque quando o arquiteto faz o projeto ele faz a maquete é toda aquela ideia, sem ser real antes de virar concreta”.

Apaixonada pela arte, Aline acompanha o crescimento do museu. “Tudo que precisamos é de um anexo”, assevera. Apesar dos 40 anos, o MACP, possui apenas um salão de exposição. “Ou você tem uma exposição que circula que monta e desmonta ou tem o acervo, não dá para ter as duas coisas ao mesmo tempo. A arte mato-grossense está aqui, mas o museu ainda não está completo”.

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