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Sexta-feira, 18 de setembro de 2020

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O que são os Deepfakes e por que você tem que se preocupar?

Laryssa Balduíno

01 Jun 2020 - 14:22

Os vídeos fictícios ou deepfakes estão chegando a um nível de tecnologia e de detalhe que impressiona muitas pessoas, cada vez é mais difícil diferenciar um vídeo real de um manipulado.

Isto o podemos evidenciar quando analisamos as funções das aplicações que se podem baixar nas câmeras ou celulares para modificar fotos digitais ou conteúdo multimídia.

Para amostra, podemos ver os filtros do Instagram em que as imagens são manipuladas, algumas podem até parecer bastante genuínas. A tecnologia atual permite que você possa colocar orelhas ou adicionar focinhos de animais, como uma piada, mas chama poderosamente a atenção que alguns
vídeos são tão bem elaborados que podem facilmente fingir a realidade.

O que é preciso para fazer um deepfake?

Os deepfakes são vídeos falsos bastante semelhantes à realidade, muitos deles são publicados na web para transmitir informação ilegítima ou inventada. As notícias geralmente são divulgadas nas redes sociais, confundindo os usuários e modificando a realidade, é uma tecnologia que pode ser usada por qualquer pessoa.

O termo deepfake provém da união entre as palavras Deep learning, associadas com o
aprendizado da inteligência artificial e fake que significa falso no idioma inglês.

Para estas criações audiovisuais muito realistas você só precisa ter disponível um computador, acesso à Internet e um pouco de criatividade, embora também pode baixar aplicativos do smartphone.

O computador é responsável por detectar o movimento do ator, seguir a forma como a luz o afeta durante uma cena e, em seguida, substituir os rostos por outra pessoa. Este processo é feito de maneira automática, sem intervenção humana.

A única coisa que o usuário faria é configurar, ativar os comandos, e definir quem ele
vai colocar no lugar da pessoa real.

Riscos dos deepfakes

Um par de anos atrás a maioria dos exemplos de deepfakes eram publicados para fins de brincadeira, comicidade ou entretenimento.

Mas, atualmente foram produzidos vídeos mais escandalosos que incluem atrizes famosas de Hollywood sobrepostas em atrizes pornôs, alguns incluem políticos falsificados com comportamentos censuráveis.

Isso alertou milhões de pessoas em todo o mundo, a semelhança que os criadores podem alcançar com a execução de tipo de vídeo.

Por exemplo, o vídeo de Sylvester Stallone como protagonista em Home Alone em vez de Ma Caulay Culkin causou muitas risadas, mas ao mesmo tempo inquietou muitas pessoas.

Isto pôs em alerta milhares de pessoas ao ver o ator de filmes de ação convertido em um menino no lendário longa-metragem.

Um vídeo que se tornou completamente viral no momento, mas ao mesmo tempo foi bastante perturbador, foi o do ator cômico Bill Hader quando se transformou em Tom Cruise durante uma entrevista que foi vista em 2008. No vídeo o comediante adota até o tom de voz de Tom Cruise.

O perigoso desta ferramenta é que poderia ser usada para dar notícias falsas que poderiam prejudicar a reputação e o prestígio de outras pessoas, alterar as cifras financeiras de uma companhia e até manipular os resultados eleitorais.

Ainda falta a fazer para melhorar e alcançar a perfeição das montagens, porque se olhar detalhadamente alguns vídeos podem parecer antinaturais, com expressões exageradas ou bordas fora de lugar apesar de ter uma equipe com uma excelente resolução.

Pode-se distinguir até agora um pouco o que é real do que não é, e inclusive muita gente acredita que o que está vendo é verdadeiro, mas no futuro o que nos reserva este tipo de tecnologia? Se isto continuar a evoluir, vai chegar ao ponto em que será muito mais difícil identificar a realidade da ficção, e isso pode levar a eventos negativos que talvez ainda não possamos imaginar.

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