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Terceiro dos eleitos para a AML em 2014 toma posse nesta terça; Conheça João Carlos Ferreira

Da Redação - Stéfanie Medeiros

27 Mai 2014 - 14:20

Foto: Stéfanie Medeiros

Terceiro dos eleitos para a AML em 2014 toma posse nesta terça; Conheça João Carlos Ferreira
Ele nasceu no Paraná e, apesar de formado em publicidade, atuou como jornalista por muitos anos, seja escrevendo colunas em jornais, seja dirigindo documentários, programas, dentre outros. Apaixonado por história, seu livro “Mato Grosso e seus municípios” já teve quatro edições – e está indo para a quinta – com venda de 28 mil exemplares. E nesta segunda-feira (26), João Carlos Vincente Ferreira coordenava a preparação da sua festa de posse na Academia Mato Grossense de Letras (AML).

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João Carlos não é um “estranho” na Casa Barão de Melgaço. Na verdade, já foi presidente do Instituto de História e Geografia de Mato Grosso (2002 – 2010). Mas agora, pretende colaborar com sua criação literária, sendo novo acadêmico de uma instituição que, desde 2013, trabalha para renovar-se. O novo imortal, eleito no primeiro dia de fevereiro, ocupará a cadeira de número 27, cujo patrono é José Barnabé de Mesquita e o último ocupante é Ubaldo Monteiro da Silva.

A cerimônia formal de posse acontece nesta terça-feira (27), às 19h30. A festa é aberta ao público e será na Casa Barão de Melgaço, sede da AML. Além da confraternização e do aspecto típico de sarais literários, o evento também contará com uma performance dos grafiteiros Babu 78 e Amarelo, que atualmente trabalham no maior projeto de grafite do estado. Entenda melhor clicando AQUI.

João Carlos, sentado em uma cadeira na galeria de arte da academia, anotava e combinada a todo momento os detalhes da festa pelo celular. E entre uma ligação e outra, também explicou que nunca se imaginou como escritor. Não é poeta, nem contista, mas desde muito cedo gostava de ler, era apaixonado por história e gostava de saber dos grandes homens da história universal. Por que Platão era importante para a humanidade? Por que as contribuições de Aristóteles eram relevantes? Eram estes tipos de perguntas que se passavam pela cabeça de um João Carlos jovem, ainda descobrindo seu lugar no mundo.

Entre os 16 e 20 anos, João gostava de cantar. Participou de alguns projetos pontuais na área, embora nunca tenha se enxergado seguindo uma carreira musical, da mesma forma como não se via como escritor. Mas o impulso criativo não pode ser controlado e desabrochou em forma de livros, documentários, fotografias, dentre tantas outras formas de expressão artística.

João Carlos também foi Secretario de Estado de Cultura de Mato Grosso, entre 2004 e 2008, período em que dedicou-se completamente ao cargo. O projeto Memória Viva, que tinha como objetivo recuperar, registrar e divulgar a memória histórica dos municípios mato-grossense foi idealizado por João Carlos.

Atualmente, João Carlos trabalha com sua editora “Memória do Brasil” e com consultoria cultural.

Rotina e novos projetos

Como editor, João Carlos dedica todo o seu tempo aos livros em produção. O que sobra é para dar consultoria cultural e ser avô. Mas como, mesmo assim, João escreveu tantos livros e ainda tem mais quatro projetos literários encaminhados – sendo que um deles é uma trilogia?

“Com a idade, as coisas mudam”, disse João Carlos. Para manter-se extremamente produtivo, o novo acadêmico explica que é necessário não esmorecer. É preciso cumprir suas próprias determinações. Por exemplo: João acorda todos os dias às 5h. Escreve às vezes até as 7h, às vezes a manhã inteira, dependendo de seus compromissos profissionais. O importante é escrever todos os dias.

A tarde é dedicada à Editora Memória do Brasil e à consultoria. E quando os netos o visitam em seu sítio em Santo Antônio de Leverger, a apenas 30 minutos de Cuiabá, sua única responsabilidade é ser avô. “Eu tenho medo... E não confio no tempo. Por isso quero fazer o máximo que eu puder. Não tenho finais de semana, todos os dias são dias produtivos exatamente por isso: para deixar minha contribuição”.



Apesar de muito determinado, João Carlos não se considera uma pessoa de grandes ambições. Seu principal objetivo atualmente é terminar seu romance “Pela Fresta da Janela”, trilogia que será situada na época da Guerra do Paraguai (1° livro), na década de 30 (2° livro) e atualmente (3° e último livro).

Posse na Academia de Letras

João Carlos, que antes não tinha pretensões literárias, agora percebe que, com o que já produziu e ainda irá produzir, pode contribuir com o legado da Academia Mato-Grossense de Letras. “Não quero apenas utilizar o título de acadêmico, quero contribuir”, disse.

João Carlos ainda se diz feliz em poder fazer parte de uma academia que se renova a cada ano, que volta a fazer parte do cenário cultural de Mato Grosso.

E a partir das 19h30 desta terça-feira, esta contribuição será oficializada na cerimônia de posse. Considere-se convidado, leitor.


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