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Quarta-feira, 14 de abril de 2021

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Windows 10 e segurança: conheça 5 novidades do sistema

G1

28 Jul 2015 - 14:33

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.) vá até o fim da reportagem e utilize o espaço de comentários ou envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores no pacotão, às quintas-feiras.

O lançamento do Windows 10 está agendado para esta quarta-feira (29) e, claro, o novo sistema da Microsoft traz consigo alguns recursos novos de segurança. A coluna Segurança Digital separou uma lista com cinco recursos já anunciados. Confira.

1. Windows Hello e Windows Passport
O Windows Hello traz para o Windows a opção de autenticação biométrica: digital, íris do olho ou mesmo o rosto. Para usar a autenticação biométrica, porém, será preciso obter um hardware específico compatível -- não basta ter uma webcam, por exemplo, porque o reconhecimento de face exige um sensor infravermelho que funcione também em ambientes noturnos.

Com o Windows Hello, o acesso ao sistema pode ser feito sem a digitação de uma senha de acesso com a biometria. Basta passar o dedo no leitor de digital ou ficar em frente à câmera infravermelha.

Essa novidade se integra ao Windows Passport, que autentica o compuador em serviços e sites na internet. A ideia é poder acessar diversos sites na web sem digitar uma senha específica para cada serviço - tudo é automático.

Esse acesso ocorre em conjunto com o Windows Hello. A ideia é que a autenticação biométrica desbloqueie uma chave de segurança armazenada no computador. Assim, somente a combinação de "computador mais usuário" é capaz de liberar os acessos sem a necessidade de digitar a senha. Com isso, a autenticação usa a mesma lógica de cartões inteligentes (smartcards), que é de alta segurança, porém sem a etapa de digitação da senha.

A Microsoft garante que não é possível burlar o reconhecimento de face usando uma "selfie" da vítima, por exemplo. Mas o recurso ainda não foi testado por especialistas em segurança.

2. Device Guard
O Device Guard é um "antivírus ao contrário": em vez de permitir todos os programas e bloquear apenas os que foram marcados como maliciosos, ele bloqueia tudo e permite apenas o que foi previamente liberado. E ele faz isso de uma forma segura, usando um sistema virtualizado e isolado por hardware.

Traduzindo: mesmo que alguém ataque o sistema, o mecanismo de controle fica separado e, espera-se, imune a qualquer interferência.

O Device Guard é uma evolução do recurso "AppLocker" e é voltado para redes empresariais. Mas o Device Guard também torna o Windows 10 um sistema especialmente interessante para sistemas integrados - máquinas que realizam uma só função, incluindo aí a "internet das coisas".

Em outras palavras, o Device Guard é o que pode permitir que usa geladeira use Windows no futuro.

3. Sensor Wi-Fi
O Windows 10 trará para computadores e notebooks o Sensor Wi-Fi, recurso já existente em celulares com Windows Phone 8.1. A ideia desse recurso de segurança -- ou insegurança, na opinião de alguns, incluindo deste colunista -- é compartilhar as chaves Wi-Fi em que você conecta para todos os seus contatos, incluindo amigos do Skype e Facebook.

Quando seu amigo estiver próximo de uma rede que você compartilhou, o notebook ou celular com Windows Phone dele poderá se conectar automaticamente à rede, sem precisar digitar nenhuma senha.

Apesar da chave do Wi-Fi ser compartilhada, a senha continua secreta. Nas redes Wi-Fi, a senha é parte de uma fórmula usada para gerar a chave que será de fato usada para a conexão. O que a Microsoft faz é compartilhar o resultado dessa fórmula, mas não a senha que dá origem a ela.

Embora obter a senha a partir da chave seja muito difícil, não há diferença prática de acesso entre quem tem a senha e quem tem a chave, quer dizer, entrando pela janela ou pela porta, você ainda está dentro. Para quem não quer que a chave do Wi-Fi seja compartilhada, é preciso adicionar "_optout" ao nome (SSID) da rede.

4. Chamada de antivírus
Programas e apps poderão "chamar" o antivírus instalado no sistema para examinar informações específicas. A novidade deve facilitar o trabalho dos antivírus, que precisarão de menos "malabarismos" para fazer análise de memória e de arquivos que estão sendo lidos em tempo real. Cada programa pode decidir quando está mais "vulnerável" e pedir a ajuda do antivírus para garantir que o código ou arquivo a ser lido está livre de códigos maliciosos.

5. Atualizações 100% automáticas
As atualizações do Windows já são automáticas e, no Windows 7, o computador é até desligado especificamente para a instalação das atualizações, caso isso seja preciso. No Windows 10, não será possível bloquear certas atualizações - elas serão baixadas e instaladas automaticamente, sempre.

Só poderá alterar essa configuração quem pagar a mais pelo Windows 10 Pro. A Microsoft também lançou uma ferramenta para dar essa mesma opção aos testadores do Windows 10, mas ainda não está claro se ela vai continuar funcionando na versão final do sistema.

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