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Mato Grosso é o estado homenageado no 7º Salão do Artesanato de Brasília

Da Redação - Stéfanie Medeiros

09 Nov 2014 - 15:25

Foto: Reprodução

Artesanato mato-grossense exposto no Muxirum Cultural, em Cuiabá

Artesanato mato-grossense exposto no Muxirum Cultural, em Cuiabá

Arte local, oficinas e shows são os destaques do 7º Salão do Artesanato de Brasília. Realizado de 5 a 9 de novembro, no Pavilhão do Parque da Cidade, o evento apresentará as mais diversas manifestações da arte popular brasileira. E nesta edição, o estado homenageado é Mato Grosso, com seu artesanato que reflete o cotidiano e os costumes da vida da comunidade.

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Segundo consta, a origem de todo o trabalho dos artesãos do estado foi a necessidade de suprir a carência de objetos e utensílios domésticos na região. Assim nasceram as peças de cerâmica para uso em casa, como potes, panelas, pratos, que depois também chegaram ao formato de adereços e enfeites, como vasos, peças artísticas etc.

Algumas características próprias de desenho e formato diferenciam a cerâmica mato-grossense da de outros estados. Merecem destaque os ceramistas de São Gonçalo, local histórico na capital Cuiabá, que são especialistas na fabricação de utensílios domésticos, tanto os utilizados na cozinha quanto os destinados à ornamentação. São Gonçalo Beira Rio é o mais antigo núcleo populacional de Mato Grosso.

Mas a tecelagem talvez seja a que detém maior representatividade em termos de divulgação da arte, da cultura e da tradição do artesanato do povo cuiabano e mato-grossense. Neste segmento destacam-se as redeiras que, no princípio, fiavam e tingiam o próprio fio do qual teciam as redes lavradas (bordadas) com motivos diversos. A habilidade com que as redeiras tecem sua rede é a mesma das mulheres indígenas, de onde se origina esta tradição.

O estado também promete expor trabalhos de artesanato em madeira, típico das localidades ribeirinhas do Rio Cuiabá, como as gamelas e tigelas feitas pelos canoeiros com a madeira denominada ximbuva, ou o cambará, macia e fácil para escavar.

Ainda no setor do artesanato de madeira, o artesão conhecido como cururueiro, que fabrica a Viola de Cocho, instrumento musical para acompanhamento do cururu e siriri. Trata-se de uma viola tosca, que produz um som típico, sem grande ressonância e ainda sem os trastes localizados no cabo do instrumento. As cordas, antes elaboradas a partir de tripas de certos animais selvagens, como o quati, macaco e gambá, hoje são de nylon.

Sobre o Salão do Artesanato de Brasília

Patrocinada pela Petrobras, a exposição contará com trabalhos elaborados por comunidades indígenas e ribeirinhas do Amazonas. Estarão reunidos trabalhos desenvolvidos em 20 estados, sendo o Mato Grosso o homenageado desta edição.

De acordo com a assessoria, projetos patrocinados pela Petrobras no Distrito Federal e em Goiás participarão com mostra e venda de produtos, além da prática de atividades com o público. O Projeto Fábrica da Cidadania estará com peças de roupas, instrumentos de percussão fabricados por jovens e adultos, além das geleias produzidas no Núcleo Rural Lago Oeste, Vila Basevi e em Itapoã.

O Projeto Ninho dos Artistas, que realiza oficinas gratuitas em Águas Lindas (GO), apresentará os produtos de cerâmica com demonstração de modelagem, cestaria e pintura em tela.No Ateliê do Artesão, o mestre em cerâmica do Distrito Federal, Paulo de Paula, fará demonstrações da técnica Raku, procedimento criado no Oriente no século XVI. Entre as atrações musicais estão os cantores Ellen Oléria, Sam Alves e Guto Sant’Anna, revelados no programa "The Voice Brasil".

As apresentações serão no palco principal do evento nas próximas quarta (5), sexta (7) e sábado (8), às 21h. Diariamente, das 13h às 17h, também serão realizadas oficinas coordenadas pela equipe do SESC do DF com vagas limitadas.




2 comentários

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  • Laura Meireles
    10 Nov 2014 às 14:04

    Tosco: 1 agreste, bronco, bruto, cru, grosseiro, inalterado, irregular, malfeito, natural, ordinário, rudimentar, selvagem. Logo, chamar a viola de tosca é chamá-la de rudimentar, crua, sem grandes incrementos. Tenho certeza de que ela não julgou o instrumento, apenas denominou o modo de fazer.

  • Dany
    10 Nov 2014 às 08:53

    Sugiro que estudem um pouco mais sobre a Viola de Cocho para não cometerem equívocos da hora de falar sobre este instrumentos que vocês chamam de tosco.

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